Preso provável autor do massacre de judeus em Bruxelas
Por Rui Martins - Tudo indica que a polícia francesa prendeu o autor do massacre de quatro pessoas, no Museu Judáico de Bruxelas, há uma semana. De nacionalidade francesa, 29 anos, Mehdi Nemmouche, foi preso ao desembarcar em Marselha de um ônibus vindo da Holanda via Bruxelas. Na sua bagagem, policiais encontraram uma metralhadora Kalachnikov e uma pistola que seriam as mesmas utilizadas no massacre. Em Paris, para onde foi transferido o suspeito, foi descoberta, na câmera por ele transportada, a filmagem dessas duas armas enquanto uma voz reivindica os assassinatos.
O homem foi identificado em imagens de câmaras instaladas no museu Vídeo do Museu Judaico filmou o massacre.
Tudo indica que a polícia francesa prendeu o autor do massacre de quatro pessoas, no Museu Judaico de Bruxelas, há uma semana. De nacionalidade francesa, 29 anos, Mehdi Nemmouche, foi preso ao desembarcar em Marselha de um ônibus vindo da Holanda via Bruxelas.
Na sua bagagem, policiais encontraram uma metralhadora Kalachnikov e uma pistola que seriam as mesmas utilizadas no massacre. Em Paris, para onde foi transferido o suspeito, foi descoberta, na câmera por ele transportada, a filmagem dessas duas armas enquanto uma voz reivindica os assassinatos.
Embora o suspeito se mantenha silencioso, diversas evidências se acumulam reforçando a suspeita de ter sido Mehdi Nemmouche o autor dos disparos, que mataram um francesa, um casal de israelenses, em visita ao Museu Judáico de Bruxelas, e a funcionária benévola belga responsável pela portaria.
A Polícia francesa informou que Mehdi Nemmouche já esteve preso diversas vezes por delitos menores, num total de cinco anos, mas que provavelmente se converteu ao movimento jiadista extremista na prisão. Depois de sua última prisão, Mehdi tinha ido à Síria, onde combateu, mais de um ano, junto com o movimento EIIL o mais radical. Ao regressar à França, para evitar ser localizado viajou via Malásia, Singapura e Bangkok.
Como Mehdi vivia em Roubaix, no norte da França, seu desembarque de um ônibus a mil quilômetros de distância no sul da França, com todo seu armamento, parece indicar que havia um novo objetivo em Marselha.
A confirmação de terem sido crimes antisemitas por um jihadista, que provavelmente não agiu só, preocupa as autoridades francesas e belgas assim como as comunidades judáicas desses dois países. A presença de jihadistas na Síria, transformada em campo de treinamento para numerosos jovens europeus, levanta hipótese de que, no seu retorno aos seus países europeus, possam utilizar sua experiência militar em ataques e atentados.
Rui Martins, correspondente em Genebra.
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