Rio de Janeiro, 10 de Maio de 2026

Preso no Paquistão talibã da Al Qaeda acusado de integrar grupo terrorista

Ramzi Binalshibh, um dos principais suspeitos dos atentados de 11 de setembro, e que figurava na lista dos mais procurados pelo FBI, a Polícia Federal norte-americana, foi preso no Paquistão. Fontes do governo norte-americano disseram à CNN que Binalshibh estava em poder das autoridades paquistanesas. (Leia Mais)

Sexta, 13 de Setembro de 2002 às 21:26, por: CdB

Ramzi Binalshibh, um dos principais suspeitos dos atentados de 11 de setembro, e que figurava na lista dos mais procurados pelo FBI, a Polícia Federal norte-americana, foi preso no Paquistão. Fontes do governo norte-americano disseram à CNN que Binalshibh estava em poder das autoridades paquistanesas. Binalshibh, por cuja captura o governo norte-americano ofereceu 25 milhões de dólares, é considerado um dos responsáveis pelo planejamento e financiamento dos atentados contra o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washington. Em uma gravação divulgada na quinta-feira pela cadeia de televisão árabe Al-Jazeera, Binalshibh disse que queria ter sido um dos seqüestradores, mas não conseguira obter o visto de entrada nos Estados Unidos. Suspeita-se que ele seria o vigésimo seqüestrador, se tivesse conseguido visto de entrada, que tentou obter quatro vezes, e estaria no vôo 93, destinado possivelmente a ser lançado contra a Casa Branca, mas que caiu na Pensilvânia, matando todos a bordo. Com o fracasso das tentativas de entrada nos Estados Unidos, Binalshibh passou a coordenar o planejamento e o financiamento dos atentados. Binalshibh, que teria dividido um apartamento com Mohammed Atta, que pilotou um dos aviões lançados contra as torres do World Trade Center, aparece na gravação dizendo que ficou, junto com outros membros da rede terrorista Al Qaeda emocionado com as notícias dos atentados em Nova York. "Os irmãos gritaram Allah Akbar (Graças a Deus) e choraram", disse Binalshibh na entrevista divulgada pela Al-Jazeera. A emissora disse que a entrevista foi realizada em Karachi, no Paquistão.

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