Enquanto o Estado apresenta elevados índices de casos de dengue, há seis anos, os presídios da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) não têm registrado casos da doença, assim como de febre amarela. O resultado é conseqüência das ações do programa de Controle de Vetores da Coordenação de Gestão em Saúde Prisional, que é realizado sistematicamente, não só nas unidades prisionais como também nas hospitalares da Secretaria.
O programa, desenvolvido há mais de 10 anos nas unidades, tem como foco principal a prevenção, desde campanhas de conscientização voltadas para os detentos e os inspetores de segurança penitenciária, até a utilização de produtos químicos que agem diretamente no mosquito transmissor da doença – o Aedes aegypti.
De acordo com o coordenador de Gestão em Saúde Prisional, Carlos José de Vasconcellos, todas as unidades recebem quinzenalmente a aplicação de larvicida - produto em pó que serve para matar as larvas do mosquito - que são complementadas com a realização de fumacê, nos pátios e áreas externas.
– Graças à política sistemática de combate à dengue que desenvolvemos em nossas unidades conseguimos alcançar estes resultados. As ações de prevenção são contínuas em todas as nossas unidades – ressalta Vasconcellos.
Segundo o coordenador de Saúde, a preocupação com o combate é constante e não se restringe somente aos presídios que são ocupados.
– Até o Complexo da Frei Caneca, que foi desativado, é monitorado pelas nossas equipes. Também temos lá ações de prevenção a cada quinze dias, com a aplicação de fumacê e larvicida – explica o coordenador.
Vasconcellos acrescenta ainda que as medidas não se restringem apenas ao mosquito da dengue, mas também a outros insetos e pragas que podem causar doenças, como ratos, pulgas, baratas e piolhos.
– Nosso programa é abrangente, zelamos pela saúde não só dos internos como também de nossos servidores – garante Vasconcellos.
Presídios do Rio estão livres da dengue há seis anos
Segunda, 03 de Março de 2008 às 09:00, por: CdB