Não é a primeira vez que presos do Complexo Penitenciário de Bangu são vistos com drogas. No último ano, um pé de maconha crescia dentro de um presídio. E há três meses, uma câmera flagrou detentos fumando e vendendo maconha no pátio de Vicente Piragibe, uma das 14 cadeias do complexo.
O sistema não consegue prever e nem impedir chacinas, como a de 11 de setembro de 2002, comandada por Fernandinho Beira-Mar em Bangu 1.
Em julho deste ano, Marcinho VP, ex-chefe do tráfico no morro Dona Marta, foi encontrado morto dentro de uma lixeira, em Bangu 3. Dias antes, Paulo Roberto Rocha, coordenador de segurança, havia sido assassinado.
No início de agosto, mais uma vítima: o diretor de Bangu 3, Abel Silvério de Aguiar. E até hoje não se sabe quem mandou matar, em setembro de 2000, a diretora de Bangu 1 Sidneya dos Santos.
- É muito fraco o sistema de vigilância nas unidades prisionais do Rio de Janeiro - avalia Josias Alves Belo, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários.
São 12 mil presos em todo o complexo, controlados por apenas 180 agentes penitenciários mal remunerados. Fica difícil impedir a entrada de celulares, drogas e armas. E também de evitar uma rebelião como a que aconteceu esta semana em Bangu 3.
Presídio de Bangu já teve pé de maconha
Domingo, 07 de Dezembro de 2003 às 22:34, por: CdB