O projeto de competir com nomes famosos da moda italiana conta com a colaboração da designer Anna Molinari, da Blumarine, e do secretário municipal para Economia e Moda, Tiziano Maiolo.
Outros designers também mostraram apoio cedendo roupas e acessórios de suas coleções primavera/verão para um desfile feito na prisão este mês, usando as presidiárias como modelos, para comemorar o aniversário da cooperativa.
Os vestidos de cetim, saias multicoloridas e casacos de corte inovador, desenhados por estilistas de grifes como Alberta Ferretti e Pollini, foram exibidos em uma passarela montada dentro da penitenciária.
Mas esta não é a primeira vez que as prisioneiras recebem atenção da mídia. Suas criações também já foram usadas por duas estações de TV italianas e em produções teatrais exibidas no Scala de Milão.
- As presidiárias que participam da cooperativa são tão dedicadas que muitas vezes viram a noite trabalhando. O trabalho é de fato a chave, é o que dá sentido ao tempo de detenção - disse o diretor da cooperativa, Alessandro Brevi.
Segundo Brevi, a iniciativa mudou a vida de centenas de presidiárias e reduziu drasticamente os índices de reincidência criminal.