O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, deu início nesta terça-feira a seu segundo mandato no dia em que a África do Sul celebra 10 anos do fim do apartheid e sua primeira década como democracia multirracial.
O ex-presidente Nelson Mandela - símbolo da luta contra o regime segregacionista - estava presente na cerimônia, assim como Frederick de Klerk, o mandatário branco no poder à época da eleição de Mandela.
Mbeki, cujo Congresso Nacional Africano foi reeleito com vantagem esmagadora há duas semanas, fez o juramento no prédio dos Sindicatos de Pretória, e prometeu a todos os sul-africanos parte da riqueza do país.
- A pobreza endêmica e disseminada continua a desfigurar o rosto de nosso país. Será sempre impossível para nós dizer que restauramos por completo a dignidade de todo nosso povo, enquanto essa situação persistir - disse ele.
Gritos de alegria e aplausos explodiram quando Mandela chegou ao local, num eco do momento em que, há 10 anos, ele foi eleito o primeiro presidente negro da África do Sul. Muitos temiam que aquela eleição deflagrasse ondas de violência étnica ou regimes autocráticos. Mas a África do Sul desafiou as previsões e se ergueu como uma das economias mais poderosas da África e uma de suas democracias mais estáveis.
No entanto, o país enfrenta enormes desafios, como a pobreza, o desemprego a violência, e a Aids, que afeta um em cada nove sul-africano.