Rio de Janeiro, 10 de Outubro de 2026

Presidente prega a união dos países latino-americanos

Segunda, 22 de Dezembro de 2008 às 10:00, por: CdB

Ao comentar a 1ª Cúpula da América Latina e do Caribe, realizada na semana passada na Costa do Sauípe (BA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a união desses países, especialmente no enfrentamento da crise econômica. A avaliação foi feita durante o programa semanal de rádio Café com o Presidente.

– A coisa mais importante que esse encontro trouxe foi a própria reunião em si. Nós precisamos nos aproximar mais, discutir melhor as oportunidades existentes entre os países. Nós precisamos formular estratégias políticas comuns, estratégias de desenvolvimento, estratégias de comércio exterior – afirmou.

Para o presidente, o fato de todos os representantes dos 33 países convidados terem comparecido foi uma demonstração do interesse em traçar políticas comuns.

– O mais importante é que vieram todos os que foram convidados, numa demonstração de que, nessa crise econômica, as pessoas perceberam que não podemos ficar dependendo de um ou de outro. Ou seja, nós temos que depender do conjunto de países e temos que fazer relações com todos, diversificar a nossa relação o máximo possível para que a gente não fique dependente – avaliou.

Chico Mendes

Ainda no programa de rádio, o presidente lembrou, no dia em que a morte do líder sindical Chico Mendes completa 20 anos, que o seringueiro “fez a diferença na defesa da dignidade da vida e da preservação da floresta”.

Lula afirmou que conheceu Chico Mendes em 1980 e teve uma forte relação política com o líder.

– Ele defendia não a floresta por defender a floresta. O Chico defendia era um jeito moderno do povo que mora na floresta sobreviver, explorando adeqüadamente as riquezas produzidas pela natureza. Quando ele foi assassinado é que o Brasil tomou consciência de que tinha uma liderança extremamente importante, anônima – avaliou .

Para Lula, a grandeza do trabalho de Chico Mendes só foi reconhecida após o seu assassinato, em 22 de dezembro de 1988, pelo fazendeiro Darly Alves, com um tiro de espingarda.

– O Chico Mendes passou a ser compreendido pela sociedade brasileira depois que ele ganhou um prêmio na Organização das Nações Unidas (ONU). Porque, até então, era tratado aqui como se fosse uma figura baderneira, ou seja, um grevista que atrapalhava que os empresários derrubassem a floresta – disse.

O presidente acredita que aos poucos o país começa a valorizar essas lideranças.

– Tem muitos Chico Mendes espalhados pelo Brasil afora, nas mais diferentes áreas. E eu acho que estas pessoas precisam ser preservadas, cuidadas, para que estas pessoas tenham valor mesmo para o país. E eu acho que o Chico Mendes merece ser lembrado aqui, merece ser lembrado no mundo – afirmou.

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