O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, recebeu nesta segunda-feira um abaixo-assinado com 45 mil assinaturas contra o acordo ortográfico aprovado pelo país no último dia 16.
O acordo vai unificar a forma como é escrita a língua portuguesa entre os países lusófonos, e as mudanças devem começar a valer em Portugal dentro de seis anos.
O presidente português também recebeu nove pareceres de especialistas contra o acordo, segundo a agência de notícias Lusa.
Ainda de acordo com a agência, os documentos foram entregues pelo eurodeputado português Vasco Graça Moura, acompanhado por uma delegação. Moura alegou que o acordo irá causar “graves lesões à língua portuguesa” e “lançar o caos”.
No Brasil as mudanças provocadas pelo acordo devem ser implementadas nos livros escolares a partir de 2010. Aqui as mudanças devem significar 0,43% do dicionário. Mas em Portugal, que deve sofrer mais com as alterações linguísticas, cerca de 1,42% das palavras devem ser modificadas. Entre elas, o fato de cair o “c” e o “p” não pronunciados – como em acto e baptismo.