A popularidade do presidente peruano, Alejandro Toledo, que deve anunciar uma reforma ministerial na segunda-feira para sair da crise mais séria de seu governo, atingiu o menor nível de seu mandato. Uma pesquisa realizada pelo instituto Apoyo, entre quinta e sexta-feira da última semana em Lima, com 598 pessoas, mostrou que a popularidade do presidente está em 7 por cento, três pontos menos que em janeiro.
Toledo, que assumiu em 2001 com uma popularidade de 60 por cento, se encontra no pior momento de seu mandato presidencial que termina em 2006, devido a um escândalo recente de corrupção que envolveu membros de seu governo.
O escândalo, investigado pelo Congresso e por um fiscal, é mais uma das várias crises envolvendo o governo, que provocaram, em poucos mais de três meses, a renúncia de quatro ministros. A desaprovação ao governo de Toledo chegou a 90 por cento e 44 por cento dos entrevistados afirma que a crise política não tem solução e que o presidente deve renunciar. Para analistas, a única saída seria a formação de um ministério de independentes com poder real no governo.
No entanto, segundo a pesquisa, 71 por cento dos entrevistados acredita que Toledo não tem mais tempo nem condições de reverter essa situação.
Toledo vêm se encontrando, desde a última semana, com políticos, dirigentes sindicais e empresários em busca de um novo ministério. Mas até agora, os maiores partidos da oposição mostraram não ter a intenção de ajudá-lo.