Rio de Janeiro, 02 de Maio de 2026

Presidente pede o fim do 'denuncismo vazio' no país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado que é preciso parar com "o denuncismo vazio" e prometeu uma ampla investigação sobre as denúncias de que dinheiro público financiou campanhas do Partido dos Trabalhadores. (Leia Mais)

Sábado, 05 de Novembro de 2005 às 15:55, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado que é preciso parar com "o denuncismo vazio" e prometeu uma ampla investigação sobre as denúncias de que dinheiro público financiou campanhas do Partido dos Trabalhadores.

- O que precisamos no Brasil é parar com insinuações que são desmentidas no dia seguinte - afirmou Lula em Mar del Plata, onde participa da Cúpula das Américas.

O presidente também pediu para que não se execrem "instituições e nem personalidades" e disse que em sua função não pode "nem condenar nem absolver antes", precisando esperar pela conclusão de investigações.

- Mas acho que é prudente que as pessoas não acusem nem ao PT nem a nenhum outro partido político...antes de ter a prova final do processo - acrescentou.

Lula respondia à denúncia do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), relator da CPI dos Correios, sobre a suposta participação do Banco do Brasil em um esquema de financiamento irregular do PT.

Ele considerou "absurda a tese" apontada por Serraglio e disse que o Banco do Brasil já deu explicações sobre esses fatos. Na sexta-feira, o sub-relator de Depoimentos e Sigilos da CPI, deputado Carlos Abicalil (PT-MT), contestou Serraglio sobre a origem do dinheiro.

Com base em documentos reunidos nos arquivos da própria CPI, Abicalil rebateu as deduções de Serraglio sobre o suposto uso de verbas da Companhia Brasileira de Meios de Pagamentos (Visanet), que seria autorizado pelo Banco do Brasil, para o abastecimento do PT por meio de simulações de empréstimos junto ao Banco de Minas Gerais (BMG).

- O relator agiu com imprudência e precipitação. Não aceito como verossímel com base nos documentos que estão dentro da CPI. Ele usou um documento do Banco do Brasil que havia acabado de chegar à comissão - disse Abicalil a jornalistas.

Falando rapidamente com jornalistas, Lula destacou a força e a solidez das instituições do Brasil. Segundo ele, "há cinco meses há várias CPIs funcionando da forma mais democrática possível e o resultado vai ser bom para o povo brasileiro".

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