Abbas também decretou a ilegalidade das forças armadas controladas pelo Hamas, e de grupos que ele chamou de "milícias do Hamas".
O grupo rival, que venceu as eleições parlamentares do ano passado, considera as medidas ilegais e insistiu que continua no poder.
No entanto, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse no sábado que o novo governo de emergência abre uma nova oportunidade para a paz.
- Um governo palestino que não é um governo do Hamas é um parceiro e vamos cooperar - disse Olmert a jornalistas antes de embarcar para uma viagem aos Estados Unidos, onde deve se encontrar com o presidente americano George W. Bush.
'Nova oportunidade'
Olmert acrescentou que existe uma "nova oportunidade que não tivemos por muito tempo".
- Uma nova realidade foi criada durante estes últimos dias, que não tínhamos durante os longos esforços diplomáticos acompanhando a evolução da Autoridade Palestina, e temos a intenção de trabalhar para aproveitar esta oportunidade - afirmou.
Abbas dissolveu o governo anterior, liderado pelo grupo Hamas, por causa dos graves confrontos armados com o Fatah.
O chamado Quarteto de intermediadores do processo de paz no Oriente Médio, formado pelos Estados Unidos, a Rússia, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Européia, manifestou apoio à decisão de Abbas.
Embargo
Ainda no sábado, o governo dos Estados Unidos afirmara que suspenderia o embargo que já dura 15 meses contra os palestinos na próxima semana, sob a condição de que o novo governo não tivesse a participação do Hamas.
O cônsul-geral americano em Jerusalém, Jacob Walles, afirmou que não deve haver obstáculos para restabelecer relações com o novo governo, que teria total apoio dos Estados Unidos.
O atual embargo contra a Autoridade Palestina foi imposto depois que o Hamas ganhou as eleições no ano passado. O grupo é classificado de "organização terrorista" pelos Estados Unidos e por Israel.
No sábado, os confrontos entre os grupos palestinos Hamas e Fatah atingiram a Cisjordânia, e um grupo de homens armados do Fatah invadiu o Parlamento em Ramallah.