O presidente palestino, Mahmoud Abbas, recebeu nesta sexta-feira manifestações de apoio de diversas organizações internacionais.
O grupo de mediadores de paz para o Oriente Médio conhecido como Quarteto (formado por União Européia, ONU, Estados Unidos e Rússia) declarou apoio ao presidente palestino. A União Européia descreveu Abbas como o "legítimo líder palestino".
Ao fim de uma semana de violentos confrontos entre os grupos rivais Fatah, que tem Abbas como líder, e Hamas, do primeiro-ministro Ismail Haniya, que foi destituído pelo presidente na quinta-feira, houve uma divisão de poder nos territórios palestinos.
O Hamas assumiu o controle da Faixa de Gaza, depois de ter derrotado os militantes do Fatah. O grupo de Abbas mantém apenas o domínio sobre a Cisjordânia.
Na quinta-feira, Abbas dissolveu o governo de união formado três meses atrás entre o Fatah e o Hamas e decretou estado de emergência.
Nesta sexta-feira, depois de ter destituído Haniya, o presidente palestino nomeou o político independente Salam Fayyad, ex-ministro das Finanças e ex-executivo do Banco Mundial, para o cargo de primeiro-ministro.
A ministra do Exterior da Grã-Bretanha, Margaret Beckett, afirmou que seria errado o Hamas se beneficiar do que classificou como "um golpe" em Gaza.
Nesta sexta-feria, a Liga Árabe convocou uma reunião de emergência no Cairo para discutir a crise palestina.
O Egito, um dos principais mediadores, retirou seus enviados de Gaza em protesto contra a tomada de poder por parte do Hamas.
Reação
Tanto a destituição de Haniya quanto a nomeação do novo primeiro-ministro foram rejeitados pelo Hamas.
Haniya afirmou em uma entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira que a decisão de Abbas de dissolver o governo de união foi "precipitada".
No entanto, o líder político do Hamas, Khaled Meshaal, exilado na Síria, afirmou que o grupo vai trabalhar com Abbas.
O Hamas venceu as eleições parlamentares no início de 2006. Desde então, o grupo, que não reconhece Israel e se recusa a renunciar à violência, vem sofrendo pressões internacionais.
Depois de dissolver o governo, Abbas afirmou que iria governar por decreto até a realização de novas eleições.
Pela lei palestina, o presidente pode governar por decreto durante 30 dias. Esse prazo pode ser ampliado, caso a medida seja aprovada pelo Parlamento.
Presidente palestino recebe apoio internacional
Sexta, 15 de Junho de 2007 às 17:51, por: CdB