Ainda não foi dessa vez que o preço dos combustíveis vai subir no país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após uma reunião de cerca de três horas com os ministros das Minas e Energia, Edison Lobão, da Casa Civil, Dilma Roussef, e com o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, preferiu adiar a decisão de aplicar um reajuste sobre a gasolina e demais derivados de petróleo. Após o término do encontro, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto informou que nenhuma das autoridades falaria sobre o que foi discutido na reunião e nenhuma nota seria divulgada aos repórteres.
Pela manhã, Lula teria reconhecido, em conversas com seus ministros, que o reajuste será necessário, após 31 meses de estabilidade. Setembro de 2005 foi a data do último reajuste dos combustíveis, no momento em que o barril do petróleo chegava ao nível dos US$ 60. Atualmente, o valor do barril praticamente dobrou, chegando à cotação de US$ 120.
Assessores do titular da pasta de Minas e Energia, ministro Edison Lobão, disseram ser praticamente impossível manter o preço em níveis tão defasados quanto se encontram. A maior preocupação do governo, no entanto, é com o reflexo do aumento dos combustíveis nos índices inflacionários, no momento em que os preços seguem pressionados pelos alimentos, um setor muito sensível à alta na cotação da gasolina e do óleo diesel. Na tentativa de conter a inflação, o Banco Central (BC) elevou a taxa básica de juros na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e tende a continuar o movimento de alta, caso se mantenha a tendência de alta nos preços
Nesta terça-feira, o preço do barril de petróleo atingiu a máxima histórica de US$ 119,93 no New York Mercantile Exchange (Nymex), a Bolsa de Nova York.