A 16 dias de deixar o governo, o presidente Lula tem aproveitado cerimônias públicas para fazer balanços de seus oito anos no Palácio do Planalto. Ainda que setoriais eles são bem ilustrativos do governo que o presidente imprimiu ao país e que estabeleceu as bases do Novo Brasil com crescimento econômico e social que terá continuidade na gestão da presidenta Dilma Rousseff, uma nação sem retorno ao atraso com que outros a governaram.
Na cerimônia no Planalto, ontem, de entrega do Prêmio Nacional de Direitos Humanos o presidente lembrou as conquistas do seu governo nesse campo, tais como os 28 milhões de brasileiros que saíram da pobreza e a garantia de renda mínima para quase 13 milhões de famílias, resultados, como bem lembrou, obtidos por porgramas como o Fome Zero, o Bolsa Família, o Luz para Todos e outros.
“Eu me indignava por que a gente não colocava na discussão dos direitos humanos a dia-a-dia da sociedade, questões como as da fome, emprego, saúde, e educação. Direitos humanos ficavam muito conhecidos apenas como briga política entre polícia ou contra o regime militar quando, na verdade, são uma infinidade de coisas que temos de cuidar", explicou o presidente.
Pena, nossa Comissão da Verdade, ainda não está instalada
O presidente Lula relacionou conquistas, até de lei, nessa área em seu governo, tais como a proibição de castigos físicos em crianças, a legislação que pune a violência contra a mulher - Lei Maria da Penha - e o Plano Social de Inclusão da Pessoa com Deficiência.
Mas, lamentou, também, não ter vingado ainda uma das políticas que mais desagradaram a nossa direita conservadora e remanescente da ditadura, o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos que, entre outros pontos propunha uma Comissão da Verdade para apontar responsáveis por crimes durante a ditadura.
"Não se trata de caça às bruxas, mas apenas de você pegar 140 famílias que ainda não encontraram os seus parentes desaparecidos, para que esseses familiares possam ter o direito de encontrar o cadáver (de seus parentes) e sepultar. As pessoas, de vez em quando, criam chifre em cabeça de cavalo", ponderou o chefe do governo.
As críticas provocaram mudanças no programa e a Comissão da Verdade quando criada não deverá mais incriminar, apenas resgatar a história e promover a reconciliação nacional.E o Brasil foi para uma lista em que hoje é praticamente um dos únicos grandes países do mundo que viveu uma ditadura, mas não pode instalar, ainda, essa Comissão da Verdade.
Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026
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