O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou, em discurso durante a inauguração das obras do aeroporto de Macapá, nesta terça-feira, o pagamento de US$ 15,5 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Foi a última parcela do empréstimo com a instituição e o adiantamento gerou uma economia de US$ 900 milhões em juros que o país deixou de pagar.
- Vocês viram que sem briga e sem grito, no ano passado, não fizemos acordo com o FMI e fizemos um gesto de independência. Acabou o tempo da colonização desse país. Nós agora temos dinheiro, exportação e produção. Não fizemos bravata, apenas dissemos ao mundo que temos uma política externa - afirmou.
Desenvolvimento
Ao visitar as obras de ampliação do Aeroporto Internacional de Macapá, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a melhoria do aeroporto pode estimular o desenvolvimento do estado do Amapá.
- O aeroporto é a possibilidade de convencer empresários de outras regiões a visitarem outros estados e se motivarem a fazer os seus investimentos - defendeu.
Com a reforma, o terminal poderá receber cerca de quatro vezes mais passageiros por ano, passando de cerca de 170 mil embarques e desembarques registrados por ano para 700 mil. O aeroporto também terá capacidade para operar simultaneamente até quatro aviões de grande porte e 30 de pequeno porte.
Em seguida, Lula participou da inauguração de um hospital da rede Sarah Kubitschek em Macapá. Depois, ele seguiu para o município de Santana, também no Amapá, para participar da cerimônia de assinatura de convênio para a construção do terminal pesqueiro publico. Também vai ser lançado o programa Pescando Letras, destinado à alfabetização de pescadores.
Elogio
Lula aproveitou a platéia para elogiar o senador José Sarney, eleito pelo Estado do Amapá, na legenda do PMDB.
- O trabalho que o Sarney faz em nome do Amapá para ajudar o governo federal é inestimável - disse o presidente, que busca apoio do PMDB para a uma possível candidatura à reeleição.
O presidente também explicou que pretendia assinar, na visita à capital do Estado, o decreto que regulariza a situação fundiária de terras do Estado, mas desistiu após ouvir conselhos de Sarney.
- Nós viemos no avião, eu e Sarney, e ele me mostrou que havia falhas (no processo de divisão das terras naquela região).
Em tom descontraído, Lula brincou com o senador, que sempre lhe pede favores em defesa dos servidores estaduais.
- Não posso nem dar bom-dia ao presidente que ele vem com um pedido dos servidores do Estado - disse.