O presidente egípcio, Hosni Mubarak, condenou nesta segunda-feira na cidade do Cairo como ''uma ação brutal além da imaginação'' o assassinato do fundador do Hamas, Ahmed Yassin.
''O que ocorreu foi uma ação brutal que não podia imaginar-se, como não podem imaginar-se as possíveis repercussões que poderá ter'', disse o presidente no Palácio Presidencial.
Além disso, anunciou que seu país vai cancelar a participação nas cerimônias de comemoração, em Israel, do 25º aniversário do tratado de paz egípcio-israelense, programada para acontecer nos próximos dias no Parlamento ou Knesset israelense.
Por sua vez, o grande xeque Mohamed Sayed Tantawi de Al Azhar, a instituição mais importante do Islã sunita, qualificou de ''crime odioso'' o assassinato de Yassin. ''Os que executaram este atentado deveriam ser castigados por seu crime odioso, que estremeceu o mundo todo'', disse o clérigo, que acrescentou que ''os assassinos não tiveram em conta nem sua idade nem sua paralisia, e por isso os árabes, os muçulmanos e o mundo inteiro devem castigá-los''.
Tantawi é o primeiro dirigente da Al Azhar nos mil anos de história da organização que se reuniu com rabinos judeus na sede da instituição no Cairo, o que lhe valeu na época uma onda de críticas.
Ainda no Cairo, o secretário-geral interino da Liga Árabe, Saud Azubeidi, descreveu a morte de Yassin como ''um crime odioso e desprezível'' e o considerou ''mais uma prova do fracasso da política de Ariel Sharon''.
Em praticamente todas as universidades egípcias foram registradas manifestações de protesto pelo assassinato de Yassin que reuniram cerca de 30.000 pessoas durante a manhã desta seginda-feira