Rio de Janeiro, 18 de Outubro de 2026

Presidente do Zimbábue pede paz após morte de general

Sábado, 20 de Agosto de 2011 às 08:43, por: CdB

Presidente do Zimbábue pede paz após morte de general

Por Cris Chinaka

HARARE (Reuters) - O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, pediu neste sábado tolerância e paz entre os principais partidos políticos do país, após a morte de um general aposentado do exército gerar especulações de que ele possa ter sido assassinado.

Falando durante o sepultamento do general Solomon Mujuru, de 67 anos, que morreu carbozinado por um incêndio em sua casa, Mugabe pediu aos zimbabuanos que aceitem a morte como uma tragédia lamentável e dolorosa.

Mujuru, que foi por quase quatro décadas um dos líderes no partido de Mugabe, o ZANU-PF, era casado com a vice-presidente, Joice Mujuru, apoiada por uma facção do partido para suceder Mugabe como presidente do partido e do país.

Mugabe elogiou Mujuru, popularmente conhecido por seu nome de guerrilha Rex Nhongo, como um grande soldado e combatente da liberdade, cujo legado seria defendido por seus companheiros e um forte serviço de segurança.

"Nós não queremos qualquer tipo de violência. Por favor, sem violência, sem violência. Vamos nos organizar e fazer campanha em nossos diferentes partidos de forma pacífica", disse ele, acrescentando que deve haver uma trégua na violência entre o ZANU-PF e o partido opositor MDC.

O MDC, liderado pelo rival de Mugabe, o primeiro-ministro Morgan Tsvangirai, diz que veteranos de guerra e brigadas de jovens do ZANU-PF estão por trás da violência. O ZANU-PF nega as acusações.

O líder veterano disse a milhares de pessoas no funeral, incluindo membros de ambos os partidos, que o MDC e o ZANU-PF devem coexistir, mas não fez referência a notícias da mídia segundo as quais seu partido está cada vez mais dividido sobre quem irá sucedê-lo.

O general Mujuru liderou a facção do ZANU-PF que apoiou Joice Mujuru para suceder Mugabe. O general havia se voltado contra outra facção, liderada pelo ministro da Defesa, Emmerson Mnangagwa.

Reuters

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