Ao anunciar nesta quarta-feira que a Justiça Eleitoral decidiu reavaliar a situação no Rio de Janeiro no dia 11 de agosto, antes de solicitar o envio de tropas federais ao estado para garantir a segurança durante as eleições, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, não descartou requisitar futuramente a atuação até das Forças Armadas.
- Vamos fazer um mutirão articulando a polícia do estado, a Polícia Federal e, se necessário, as Forças Armadas, que o TSE pode requisitar. Estaremos a postos e haverá segurança para o voto livre e consciente - afirmou Ayres Britto.
Até o dia 11, Britto avaliará junto com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), Roberto Wider, e o ministro da Justiça, Tarso Genro, o resultado de providências já anunciadas, como o auxílio de uma equipe de inteligência da Polícia Federal às forças estaduais de segurança no monitoramento de milícias e grupos criminosos da capital fluminense.
- O risco de que segmentos fora-da-lei estejam a patrocinar candidaturas próprias, significando boicote e violência contra candidaturas alheias, existe. É contra ele que estamos nos mobilizando - acrescentou Ayres Britto.
Segundo o presidente do TSE, o processo eleitoral deve ser protegido especialmente em três aspectos: as comunidades precisam se sentir livres para escolher seus candidatos sem ser coagidas ou ameaçadas; os políticos, para fazer as campanhas “com desembaraço” e a imprensa não deve ter a cobertura restringida.
- Tudo deve ser implantado no país em prol da democracia e da soberania do voto - defendeu Ayres Britto.
Para transmitir tranquilidade ao eleitor carioca, o ministro também reiterou a garantia de privacidade do voto com a utilização de urnas eletrônicas: “A urna é segura, indevassável, não há como saber quem votou em quem”.