O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio Mello, disse, nesta sexta-feira, acreditar que houve caixa dois na campanha eleitoral de 2002. Ao comentar o aumento dos gastos das campanhas deste ano, apesar da minirreforma eleitoral, que trouxe regras mais rígidas, como a prestação de contas obrigatória, a proibição de showmícios, outdoors e distribuição de brindes, Marco Aurélio voltou a dizer que ficou perplexo, pois esperava campanhas mais baratas.
Somados, os gastos das campanhas de Geraldo Alckmin e do presidente Lula alcançaram chegaram a R$ 210 milhões.
- Realmente o descompasso causa certa perplexidade. A premissa básica é única, com a Lei 11.300, tivemos o barateamento das campanhas. Mesmo assim, tivemos valores mais elevados do que os praticados em 220. O que podemos concluir? Que a campanha de 2002 foi menos custosa? Não podemos ser ingênuos. Em 2002, houve recursos não contabilizados - , afirmou.
Marco Aurélio voltou a dizer que não em acredita em uso do caixa dois nas campanhas deste ano. Na avalição dele, quem doava "por debaixo do pano" ficou mais "esperto".
- Já agora em 2006 não (houve caixa dois), tendo em conta a quadra vivida no Brasil. É uma quadra em que as mazelas não são escamoteadas e até mesmo os doadores que doavam por debaixo do pano - e aí estou a me referir especificamente ao caixa dois - estiveram mais espertos em 2006 - , complementou.
Presidente do TSE acredita que houve caixa dois na campanha de 2002
Sexta, 27 de Outubro de 2006 às 14:51, por: CdB