O presidente do Timor Leste, José Ramos Horta, desmentiu as afirmações da Frente Revolucionária do Timor Leste Independente (Fretilin), maior partido do país, de que teria ameaçado demitir os funcionários públicos que participassem de manifestações contra o governo.
Em comunicado enviado à Agência Lusa, o gabinete do presidente negou as acusações da Fretilin e lamentou que o partido vencedor das eleições legislativas de 30 de junho tenha feito as alegações sem averiguar a veracidade.
As denúncias foram divulgadas no domingo, com a assinatura do vice-presidente Arsénio Bano e do deputado José Teixeira. No texto, a Fretilin manifesta ainda disponibilidade para colaborar numa "investigação conjunta sobre a violência" registrada nos últimos dias.
A onda de violência aumentou com a escolha de Xanana Gusmão por Ramos Horta para ser o primeiro-minsitro. A Fretilin, apesar de ter vencido as legislativas, elegeu apenas 21 dos 65 lugares do Parlamento. Com o convite do presidente, o chefe de governo será de uma coligação pós-eleitoral de quatro partidos que garantiu maioria absoluta, com 37 assentos.
Depois de Díli, os confrontos estenderam-se no leste do país. O incidente mais grave aconteceu no sábado: uma menor teria sido violentada num orfanato. A Polícia das Nações Unidas (Unpol) anunciou nesta segunda-feira que o suspeito do crime já foi detido.
Cerca de 150 casas e alguns prédios públicos, religiosos e privados foram destruídos nos últimos dias em atos violentos, principalmente no leste. Na sexta-feira, três veículos da ONU foram atacados por um grupo de pessoas que queimou um dos carros e atirou. Não houve vítimas.
Cinco toneladas de comida e equipamento básico de cozinha foram entregues durante o fim de semana, dentro de uma campanha de apoio humanitário das Nações Unidas às populações afetadas pela onda de violência.
Presidente do Timor nega ameaça a funcionários que protestem contra o governo
Segunda, 13 de Agosto de 2007 às 14:11, por: CdB