Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Presidente do STF prega mudanças no modelo de financiamento de campanhas

Sexta, 04 de Dezembro de 2009 às 09:02, por: CdB

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, disse nesta sexta-feira que denúncias de corrupção, como as investigadas pela Operação Caixa de Pandora no Distrito Federal, revelam “mazelas” do sistema político e mostram a necessidade de mudanças no financiamento de campanhas eleitorais.

– Isso é preocupante porque pode afetar a legitimidade do sistema político, [despertar] a dúvida do cidadão em relação à seriedade do processo democrático – disse Mendes após participar de cerimônia no Tribunal de Justiça de Goiás.

O presidente do STF afirmou que o sistema político precisa de mudanças para evitar a corrupção, principalmente em relação ao pagamento de campanhas eleitorais.

– No que diz respeito ao financiamento de campanhas, temos que ser mais enfáticos no que concerne a mudanças, reformas. Esse modelo de financiamento exclusivamente privado e captado pelos candidatos ou envolvidos é propiciador desse modelo (de corrupção). Precisamos refletir sobre esse assunto – afirmou.

Mendes disse que, desde os casos de corrupção no governo do ex-presidente Fernando Collor, o sistema político do país tem passado por sucessivas crises.

– A toda hora, desde 1990, quando tivemos a crise do Collor e do PC Farias (Paulo César Farias, tesoureiro da campanha de Collor), o Brasil tem tido reincidências. Depois tivemos o caso do mensalão, aquela crise na Comissão do Orçamento. Há sucessivas crises nessa área – citou.

Segundo Mendes, além de mudanças na lei, “é preciso que se introduza uma nova cultura”, assim como melhorar a fiscalização.

Pedido de impeachment

Pela manhã,  funcionários da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), o Sindicato dos Servidores e Empregados da Administração Direta, Fundacional, das Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista do Distrito Federal (Sindser) e representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) fizeram uma manifestação em frente à companhia a favor da saída do governador do DF, José Roberto Arruda.

De forma pacifica, eles gritavam: “Sou trabalhador da Codeplan, mas não sou ladrão!”. Segundo o Sindser, os funcionários questionam os contratos de licitação supostamente fraudulentos da empresa. As entidades envolvidas se reuniram e decidiram entrar com uma ação por danos morais contra o governador. Ele teria dito que a empresa poderia ser fechada a qualquer momento, porque os funcionários não trabalhavam bem.

O presidente do Sindser, Evandro Machado, disse que a finalidade também é fazer uma limpeza nos contratos de licitação, começando pelo da Linknet, empresa de informática citada no processo como parte do esquema de corrupção. O sindicato convocou a categoria para participar de um ato na quarta-feira, em frente ao Palácio do Buriti, quando farão uma passeata a favor do impeachment do governador Arruda.

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