Rio de Janeiro, 25 de Outubro de 2026

Presidente do STF manda soltar banqueiro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, permitiu que o banqueiro Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity, à irmã dele, Verônica, e mais nove pessoas presas terça-feira pela Polícia Federal, durante a Operação Satiagraha, sob a acusação de lavagem de dinheiro, corrupção ativa, evasão de divisas e formação de quadrilha, fossem libertadas no início da madrugada desta quinta-feira. A decisão não foi extensiva ao megainvestidor Naji Nahas e ao ex-prefeito da capital paulista Celso Pitta. (Leia Mais)

Quinta, 10 de Julho de 2008 às 07:13, por: CdB

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, permitiu que o banqueiro Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity, à irmã dele, Verônica, e mais nove pessoas presas terça-feira pela Polícia Federal, durante a Operação Satiagraha, sob a acusação de lavagem de dinheiro, corrupção ativa, evasão de divisas e formação de quadrilha, fossem libertadas no início da madrugada desta quinta-feira.

Ao conceder o habeas corpus ao grupo, o ministro alegou que não há fundamentos suficientes que justifiquem a prisão temporária dos acusados. A decisão não beneficia o megainvestidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, também presos durante a operação e que continuam presos na Superintendência da PF na capital paulista. Além dos irmãos Dantas, Gilmar Mendes mandou soltar Daniele Sibergleid Ninnio, Arthur Joaquim de Carvalho, Carlos Bernardo Torres Rodenburg, Eduardo Penido Monteiro, Dório Forman, Itamar Benigno Filho, Norberto Aguiar Tomaz, Maria Amália Delfim de Melo Coutrin e Rodrigo Bhering de Andrade.

A decisão de Gilmar Mendes contradiz a ordem de prisão temporária assinada pelo juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária de São Paulo. O magistrado paulista é especializado em crimes financeiros e lavagem de dinheiro. Em sua carreira, já julgou casos polêmicos como o do banqueiro Edemar Cid Ferreira, o dos funcionários de bancos suíços acusados de remessa ilegal de divisas ao exterior; além do megatraficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadia.

Em seu parecer, no entanto, Mendes atacou o mérito do decreto de prisão assinado por Sanctis contra Dantas e seus associados, considerando-o infundado e com um viés fascista, que "em muito se assemelha à extinta prisão para averiguação, que grassava nos meios policiais na vigência da ordem constitucional pretérita", escreveu o presidente do STF.

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