Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Presidente do Peru faz reforma ministerial

Segunda, 16 de Fevereiro de 2004 às 06:32, por: CdB

O presidente do Peru, Alejandro Toledo, nomeou no domingo sete representantes independentes para comandar ministérios do país, em uma tentativa de restaurar a credibilidade do governo e evitar a antecipação das eleições.

Mas integrantes da oposição e analistas de política disseram que as mudanças não salvariam o presidente, que conta atualmente, após dois anos e meio de governo, com uma taxa de aprovação de 7 por cento.

- Não acredito que isso vá diminuir a crise política - afirmou ao canal America Television o romancista e ex-candidato presidencial Mario Vargas Llosa. ``Toledo é fraco e lhe falta liderança.''

O presidente trouxe de volta Pedro Pablo Kuczynski para o Ministério da Economia e das Finanças após negociações intensas com partidos políticos e grupos empresariais para formar um ''gabinete de consenso''.

A nova equipe será empossada na tarde desta segunda-feira.

Sua tarefa será colocar fim à crise que abalou o governo depois de escândalos de corrupção terem derrubado quatro ministro e o vice-presidente.

- Esperamos que isso propicie uma margem de apoio suficiente para estabilizar o governo e fazer com que ele dure até 2006 - afirmou o analista de política Eduardo Toche à rádio CPN.

Muitos peruanos acusam Toledo de não conseguir transformar o crescimento econômico do país em empregos e prosperidade. Eles desejam antecipar as eleições antes do final do mandato presidencial, em 2006.

Alguns partidos e comentaristas pediram que o dirigente continue no cargo, mas passe a administração do país para o primeiro-ministro Carlos Ferrero.

``Essa manobra não vai mudar nada'', observou o deputado Cesar Zumaeta, membro do maior partido da oposição, a Aliança Popular Revolucionária Americana.

``A situação vai se complicar ainda mais porque nas próximas semanas haverá manifestações populares.''

Além do novo ministro da economia, Toledo trocou o comando das pastas de Justiça, Educação, Saúde, Emprego, Produção e Transporte.

Sete ministros mantiveram seus cargos, entre os quais o chanceler do país e os responsáveis pelas pastas do Interior e da Defesa.

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