Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Presidente do Peru está 'disposto a pagar o custo de governar com responsabilidade'

Domingo, 16 de Maio de 2004 às 23:56, por: CdB

O presidente do Peru, Alejandro Toledo, afirmou, no último domingo, que está 'disposto a pagar o custo' de governar 'com responsabilidade', ao comentar seu baixo índice de popularidade, de apenas 6 por cento.

Toledo fez esta declaração em entrevista a um programa de televisão de um canal a cabo local.
- Governar um país em transição, governar com responsabilidade na forma de lidar com a economia tem um custo político, e eu estou disposto a pagar esse custo - ressaltou.

Toledo comentou que um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) sobre a democracia na América Latina foi apresentado 'num momento muito oportuno para a região'.

Acrescentou que 'no Peru existe um barulho muito perturbador que tem a ver com membros da ditadura dos anos 90, que têm um poder muito forte e interesses criados que têm a ver com a impunidade'.

- Em nossos países internamente temos que fortalecer as instituições democráticas, os partidos políticos, fortalecer os organismos da sociedade civil e a luta frontal contra a corrupção - disse o presidente.

Toledo reiterou que não pode 'ser irresponsável' nem 'gastar mais do que tem', e esclareceu que 'seria fácil aumentar o nível de popularidade se amanhã quebrar a disciplina fiscal'.

Por outro lado, Toledo esclareceu que o ex-presidente peruano Alberto Fujimori não pode ser candidato às eleições de 2006 porque foi inabilitado pelo Congresso depois de renunciar via fax à presidência em novembro de 2000.

Ele disse ainda que Fujimori precisa voltar ao Peru 'para responder pels acusações que lhe foram feitas' e afirmou que, 'se ele não for julgado no Peru, o será num tribunal internacional'.

Uma pesquisa feita por um empresa particular que a aprovação à gestão do presidente Toledo é apenas 6 por cento, enquanto 91 por cento não se dizem satisfeitos com seu governo.

A pesquisa também aponta que 56 por cento dos entrevistados afirmam que solução à crise política do país é a renúncia ou destituição de Toledo pelo Congresso.

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