Rio de Janeiro, 03 de Maio de 2026

Presidente do Irã reitera comentários sobre Israel

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, reiterou nesta sexta-feira durante manifestação em Teerã as afirmações que fizera na quarta-feira de que Israel deveria ser "eliminado do mapa". O presidente iraniano disse que suas críticas foram "justas" e que as críticas que recebe da comunidade internacional "não têm qualquer validade". (Leia Mais)

Sexta, 28 de Outubro de 2005 às 09:10, por: CdB

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, reiterou nesta sexta-feira durante uma manifestação em Teerã as afirmações que fizera na quarta-feira de que Israel deveria ser "eliminado do mapa". O presidente iraniano disse que suas críticas foram "justas" e que as críticas que ele vem recebendo da comunidade internacional "não têm qualquer validade".

Dezenas de milhares de iranianos participaram na capital do Irã da manifestação, que é organizada todos os anos na última sexta-feira do mês sagrado muçulmano do Ramadã para que os iranianos mostrem solidariedade pela causa palestina.

Gritando "morte a Israel, morte aos sionistas", os manifestantes queimaram bandeiras israelenses e carregaram placas com a frase polêmica do Ahmadinejad.

"Palavras da nação"

- Minhas palavras foram as palavras da nação. O Ocidente é livre para comentar, mas as reações não têm validade - disse o presidente do Irã, de acordo com a agência estatal iraniana Irna.

O comentário original de Ahmadinejad fez com que o governo de Israel solicitasse uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) para discutir possíveis medidas contra o Irã. Antes, o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, já havia pedido que o país fosse expulso da organização.

A maioria dos líderes do mundo árabe não demonstrou opinião em relação às afirmações de Ahmadinejad, mas alguns, como o negociador palestino Saeb Erekat, romperam o silêncio.

- Os palestinos reconhecem o direito do Estado de Estado de existir e eu rejeito esses comentários - disse ele.

O premiê da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse que o presidente iraniano precisa "demonstrar moderação política". O Egito, que tem um tratado de paz com Israel, também rejeitou a postura de Ahmadinejad.

Por sua vez, em uma rara repreensão a um país-membro da organização, o secretário-geral da ONU Annan lembrou ao Irã que, como signatário da Carta da ONU, concordou em não ameaçar usar força contra uma outra nação.

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