Durante seus 34 anos, comemorados hoje, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) assentou mais de 500 mil famílias. A missão do instituto é criar oportunidades para que as populações rurais alcancem plena cidadania, sendo referência internacional de soluções de inclusão social. O presidente do Incra, Holf Hackbart, lembra, entretanto, que a reforma agrária não depende só do instituto, mas da vontade de toda a população e dos governos estaduais. "O Incra sozinho não vai fazer reforma agrária", afirma.
Para ele, faltam funcionários, equipamentos, apoio dos governos estaduais e mais agilidade nos processos internos do Incra para que a reforma agrária possa ser realizada de fato. "A demanda e a necessidade de trabalho são muito maiores do que a capacidade operacional do Incra", acrescenta Hackbart.
Nascido da fusão do Instituto Brasileiro de Reforma Agrária (Ibra) e do Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário (Inda), o Incra vem buscando, ao longo de 34 anos, desenvolver a reforma agrária no Brasil. Rolf Hackbart diz que essa reforma ainda não foi feita porque "ao longo de 500 anos de história, nenhuma reforma estrutural foi realizada".
Segundo o presidente do Incra, o governo Lula está empenhado em fortalecer o instituto dando recursos, promovendo o plano de carreira e agilizando normas internas para a realização da reforma. "Estamos implantando o segundo plano de reforma agrária, o primeiro foi em 1985", esclarece. "Nossa meta para este ano é assentar 115 mil famílias", conclui Hackbart.