Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Presidente do Google afirma que espionagem da NSA é ultrajante

O chairman do Google, Eric Schmidt, disse que a disseminada espionagem do governo dos Estados Unidos sobre os centros de dados da companhia é ultrajante e potencialmente ilegal se for verdade, informou o jornal Wall Street Journal.

Segunda, 04 de Novembro de 2013 às 08:38, por: CdB
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O presidente do Google Eric Schmidt
O chairman do Google, Eric Schmidt, disse que a disseminada espionagem do governo dos Estados Unidos sobre os centros de dados da companhia é ultrajante e potencialmente ilegal se for verdade, informou o jornal Wall Street Journal. - É realmente ultrajante que a NSA tenha olhado entre os data centers do Google, se isso for verdade - disse Schmidt em entrevista. Schmidt disse ao jornal na entrevista realizada em Hong Kong ter registrado reclamações junto à Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês), ao presidente Barack Obama e a membros do Congresso norte-americano. De acordo com uma reportagem do jornal Washington Post publicada na última quarta-feira, a NSA grampeou diretamente as conexões utilizadas por Google e Yahoo para movimentar informações de usuários entre centros de dados internacionais. Em resposta à reportagem, a NSA alegou que a sugestão de que se baseou em uma ordem presidencial sobre a coleta de inteligência no estrangeiro, de modo a contornar restrições legais nacionais, "não é verdade". - Eu posso lhe dizer factualmente que nós não temos acesso aos servidores do Google, aos servidores do Yahoo - disse o diretor da NSA, general Keith Alexander, em uma conferência na semana passada. Procurada pelo Wall Street Journal, a NSA remeteu a seus comunicados anteriores de que as reportagens sobre a coleta de dados feita pela NSA distorceram fatos e descaracterizaram as atividades da NSA. Schmidt disse na entrevista que a NSA supostamente coletou registros telefônicos de 320 milhões de pessoas como meio de identificar cerca de 300 pessoas que podem estar em risco. - É simplesmente uma má política pública e talvez ilegal - disse ele ao jornal.  
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