Rio de Janeiro, 17 de Março de 2026

Presidente do Conselho de Ética nega acordo para absolver acusados

Terça, 28 de Novembro de 2006 às 14:36, por: CdB

Os três senadores acusados de envolvimento no esquema de compra de ambulâncias a preços superfaturados, com recursos do Orçamento, escaparam da cassação. O presidente do Conselho de Ética, senador João Alberto (PMDB-MA), negou a existência de um acordo para absolver os parlamentares.

- Nunca, em momento algum, qualquer pessoa me falou de acordo ou qualquer coisa parecida. Acho que foi ânimo do colegiado -, afirmou.

Segundo ele, foi preservada a ética.

- Não podemos falar em 'pizza'. É que não foram encontradas provas. Acho que não estamos todos errando ao mesmo tempo. Só em um item houve discrepância -, disse.

O Conselho de Ética julgou nesta terça os processos envolvendo os senadores Ney Suassuna (PMDB-PB), Serys Shlessarenko (PT-MT) e Magno Malta (PL-ES). Os nomes haviam sido enviados ao colegiado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Sanguessugas.

Por falta de provas, os processos contra Serys Shlessarenko e Magno Malta foram arquivados. No caso de Ney Suassuna, foi aprovada por 12 votos a dois a aplicação de uma censura verbal, pelo presidente do Conselho de Ética. De acordo com o relator do voto em separado, senador Wellington Salgado (PMDB-MG), não há indícios de que Suassuna tenha recebido vantagem do esquema. A censura verbal foi sugerida porque ele entendeu que o senador paraibano deixou de observar deveres e preceitos inerentes ao mandato - Suassuna havia reconhecido que uma ex-assessora teria assinado um documento no nome dele.

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