Presidente do Conselho de Administração da Telecom renuncia ao cargo
A operadora de telefonia Telecom Italia divulgou, nesta quinta-feira, que Franco Bernabè renunciou como presidente do Conselho de Administração da companhia.
A operadora de telefonia Telecom Italia divulgou, nesta quinta-feira, que Franco Bernabè renunciou como presidente do Conselho de Administração
A operadora de telefonia Telecom Italia divulgou, nesta quinta-feira, que Franco Bernabè renunciou como presidente do Conselho de Administração da companhia. Em um comunicado, a empresa disse que o Conselho agradeceu Bernabè por seu comprometimento com o grupo, mas não apresentou razões para sua saída.
A renúncia de Bernabè já circulava em informes de mercado. A saída do executivo de 65 anos de idade, que está no comando da empresa em dificuldades há seis anos, ocorre após um conflito de estratégia com os investidores Telefónica, Intesa Sanpaolo, Generali e Mediobanca. Após o anúncio no mês passado de que a espanhola Telefónica havia obtido um acordo para gradualmente tomar o controle da Telco, a holding que controla a Telecom Italia com uma fatia de 22,4%, a saída de Bernabè passou a ser vista como cada vez mais provável.
Seu substituto terá o desafio de cortar a dívida de cerca de 29 bilhões de euros da Telecom Italia, uma das maiores empregadoras do setor privado italiano, assim como reverter anos de baixo crescimento e impulsionar o preço de suas ações. Uma segunda pessoa com conhecimento direto da situação disse que o vice-presidente de operações, Marco Patuano, provavelmente substituirá Bernabè como presidente-executivo, enquanto o chefe do Poste Italiane, Massimo Sarmi, pode se tornar o chairman.
As indicações provavelmente não ocorrerão na reunião desta quinta-feira e levarão algumas semanas para ocorrer, disse a segunda fonte da agência inglesa de notícias Reuters. Um novo presidente-executivo eleva a possibilidade de que a Telecom Italia coloque a unidade brasileira TIM Participações à venda para ajudar a cortar dívida e financiar investimentos domésticos.
Bernabè buscava apoio para um aumento de capital de cerca de 5 bilhões de euros para evitar um rebaixamento da nota de crédito da Telecom Italia para "junk".
Nova renúncia
Em nova ponta do setor, a britânica Vodafone disse, também nesta quinta-feira, que seu vice-presidente financeiro Andy Halford deixará o grupo em 2014, após a conclusão do acordo de US$ 130 bilhões da empresa para vender seu negócio de wireless nos Estados Unidos à Verizon Communications. Depois de quase nove anos no cargo, a Vodafone disse que Halford queria deixar a empresa até março de 2014, complementando que ele seria substituído por Nick Read, que atualmente é presidente-executivo regional para a região da África, Oriente Médio e Ásia-Pacífico.
Read, que também atuou como o presidente-executivo do Reino Unido do grupo, será nomeado como vice-presidente financeiro designado do grupo em 1º de janeiro, passando a integrar a diretoria em abril, segundo a Vodafone. Halford ingressou na empresa em 1999 e foi nomeado vice-presidente financeiro da Verizon Wireless, a joint venture nos EUA da Vodafone com a Verizon, em 2002. Ele foi nomeado para a diretoria como vice-presidente financeiro do grupo em 2005.
A Verizon concordou em setembro em pagar 130 bilhões de dólares para comprar a fatia de 45 por cento da Vodafone no negócio wireless nos EUA, assinando o terceiro maior acordo corporativo da história para colocar fim a uma aliança de 14 anos, muitas vezes tensa, entre as empresas.
Read será substituído em seu papel regional por Serpil Timuray no 1º dia do ano que vem.
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