O presidente da CPI do BNDES, deputado Marcos Rotta, disse que o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, enviou ofício se oferecendo para prestar depoimento.
Por Redação, com Agência Câmara - de Brasília:
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES, deputado Marcos Rotta (PMDB-AM), informou, nesta terça-feira, que o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho, mandou ofício à comissão se oferecendo para prestar depoimento. Rotta propôs aos integrantes da comissão um acordo de procedimentos, que foi aprovado pelos deputados.
Luciano Coutinho, mandou ofício à comissão se oferecendo para prestar depoimento
O presidente do BNDES terá que explicar denúncias sobre empréstimos investigados pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Há suspeitas, segundo os parlamentares, de que os recursos foram concedidos tanto a empresas de fachada como a empreiteiras investigadas na operação sobre irregularidades na Petrobras. Coutinho é um dos principais alvos da CPI e seu nome foi apontado por mais de um parlamentar na lista de quase 70 requerimentos que já foram apresentados e precisam ser aprovados ou rejeitados pela comissão.
Ainda nesta segunda-feira, o deputado Rubens Bueno (PPS-PR), autor do requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES, pediu que a bancada do PPS tenha uma subrelatoria da CPI. Ele lembra que, de forma geral, na Câmara, os autores de pedidos de CPI ficam ou com a presidência ou com a relatoria dos colegiados, o que não ocorreu neste caso.
O presidente da CPI, deputado Marcos Rotta (PMDB-AM), disse que a decisão não caberá a ele, mas a um acordo das lideranças partidárias na Câmara. Ele afirmou, porém, que considera o pleito justo.
Na última semana o deputado Marcos Rotta (PMDB-AM) foi eleito presidente da CPI do BNDES, enquanto José Rocha (PR-BA) ficou com a relatoria da comissão em mais um revés para o governo da presidente Dilma Rousseff que enfrenta a mais grave crise política de um governo petista.
Eleito por unanimidade, Rotta assumiu a presidência da CPI dizendo que conduzirá os trabalhos com imparcialidade.
– Essa não é uma CPI do meu partido, não é uma CPI da oposição, não é uma CPI da situação. É uma CPI para investigar, vamos trabalhar de forma isenta – disse.
O parlamentar afirmou que se os indícios de irregularidades se confirmarem, os responsáveis terão que ser punidos.
– Não vamos nos afugentar. Se houver comprovação de desvios, irregularidades, desmandos e crimes, que sejam denunciados, julgados, punidos custe o que custar, doa a quem doer – afirmou.
O pedido de criação da CPI, apresentado pelo deputado Rubens Bueno (PPS-PR), requer a investigação de empréstimos considerados suspeitos pela Operação Lava Jato, tanto a empresas de fachada como a empreiteiras investigadas.
Para as nove empreiteiras citadas na Lava Jato, o BNDESconcedeu, entre 2003 e 2014, financiamentos R$ 2,4 bilhões, segundo a Agência Câmara. O requerimento pede também que sejam apurados empréstimos classificados como secretos concedidos a países como Angola e Cuba e outros considerados questionáveis do ponto de vista do interesse público, como os envolvendo empresas do empresário Eike Batista e do setor frigorífico.
Os integrantes da CPI voltarão a se reunir na tarde desta quinta-feira para definir os primeiros requerimentos. A pespectiva, segundo Rotta, é que os requerimentos apresentados sejam votados na próxima terça-feira, quando poderão ser conhecidos os primeiros convocados.
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