Presidente do BC manifesta confiança no sistema de metas de inflação
Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, manifestou sua confiança no regime de metas de inflação como instrumento capaz de assegurar o crescimento equilibrado da economia nacional a médio e longo prazos. De acordo com Tombini, que falou aos senadores em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), esse sistema permite "manter a inflação sob controle e ao menor custo para a sociedade".
Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, manifestou sua confiança no regime de metas de inflação como instrumento capaz de assegurar o crescimento equilibrado da economia nacional a médio e longo prazos. De acordo com Tombini, que falou aos senadores em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), esse sistema permite "manter a inflação sob controle e ao menor custo para a sociedade".
Apesar da severa crise econômica mundial de 2008, o Brasil foi um dos últimos países a sentir seus efeitos e um dos primeiros a retomar o processo de crescimento. A capacidade de reação da economia brasileira foi ressaltada pelo presidente do BC, durante a audiência pública. Segundo Tombini, esse processo acabou impulsionando o crescimento da produção industrial, das vendas no varejo e da renda do trabalhador, que resultaram no aquecimento da atividade econômica interna em 2010.
– O resultado do PIB de 2010, divulgado há pouco, atesta isso – complementou.
O presidente do BC acrescentou que é preciso conter o ritmo da demanda interna para segurar as pressões inflacionárias. Em seu pronunciamento aos senadores, Tombini afirmou que há pressões dos preços das commodities e do setor de serviços, mas que o atual cenário externo torna mais complexa a análise do cenário prospectivo de inflação.
Tombini atendeu a requerimento proposto pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ), e foi convidado para falar sobre os fundamentos da política monetária do país. Tombini falou também sobre a oferta de crédito e a condução da política cambial que levou o país a contabilizar reserva internacional recorde.
Terminada a exposição do presidente do BC, os senadores iniciaram suas intervenções. Antes da audiência pública, porém, Dornelles ressaltou que existe particular preocupação do mercado quanto à capacidade do governo de cumprir a meta de superávit primário (economia para pagamento dos juros da dívida). Caso contrário, haverá necessidade de cortes mais profundos nos gastos públicos, afirmou o senador.
Especulação
Ainda segundo Tombini, as apostas dos banqueiros na queda do dólar foram reduzidas em 60% desde o início do ano, quando estas atingiram o nível recorde de quase US$ 17 bilhões. O BC anunciou, em janeiro deste ano, medidas para reduzir essas apostas, que representam uma dívida capaz de promover perdas sensíveis no caso de uma virada no câmbio, para um patamar próximo de US$ 10 bilhões. Esse nível deveria ser atingido a partir do dia 4 de abril, mas os números mostram que as instituições procuraram se antecipar. Durante a audiência, Tombini afirmou que essas apostas estão atualmente em menos de US$ 7 bilhões.
O presidente do BC acrescentou, ainda, que há um "influxo excessivo" de dólares para o país, atualmente, que contribui para o crescimento do crédito, na contramão da ação do governo, apesar do aumento na compra de dólares feita pela instituição. Ele também afirmou que o governo quer ver o ritmo de crescimento do crédito dentro de uma faixa de 10% a 15% nesse momento. A expansão acima disso, afirmou, será "avaliada com cuidado pelo BC", para evitar um aumento da inadimplência acima do que seria natural em um momento de desaceleração da economia.
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