Rio de Janeiro, 20 de Setembro de 2026

Presidente do Barcelona nega ‘crise da posse de bola’

Quando Gerardo Martino foi contratado como novo treinador do Barcelona, o discurso adotado pela diretoria catalã foi o de promover uma “mudança no estilo de jogo”.

Terça, 24 de Setembro de 2013 às 09:11, por: CdB
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Sandro Rosell citou um exemplo de 50 anos atrás para negar que haja crise no Barcelona
Quando Gerardo Martino foi contratado como novo treinador do Barcelona, o discurso adotado pela diretoria catalã foi o de promover uma “mudança no estilo de jogo”. Pouco mais de um mês depois, o time azul-grená teve menos posse de bola que um adversário pela primeira vez em cinco anos. Como o ‘carrasco’ foi o modesto Rayo Vallecano, atual 16º colocado do Campeonato Espanhol, a imprensa espanhola passou a especular uma crise no clube de Camp Nou, que, apesar disto, é o líder isolado da competição nacional. Nesta terça-feira, durante a entrega de medalhas para sócios que completaram 50 anos de Barcelona, o presidente blaugrana, Sandro Rosell, pronunciou-se oficialmente pela primeira vez após a ‘derrota’ na posse de bola. O mandatário se mostrou surpreendido com a cogitação de uma crise, citando o exemplo de 1963, um dos piores anos esportivos da história do clube. - Ali tínhamos uma crise esportiva importante. Acabamos o Campeonato Espanhol em sexto, a 18 pontos do primeiro colocado. Aquilo era uma crise, não esta da posse, que não há quem entenda - afirmou Rosell, com um semblante leve e claramente despreocupado por ter visto sua equipe sair de campo com menos posse de bola que o adversário a última vez que isto havia acontecido foi em 7 de maio de 2008, no clássico contra o Real Madrid que saíram vitoriosos por 4 a 1 e tiveram 55% de controle da bola. Na última segunda-feira, o técnico Gerardo Martino, responsável por implementar um estilo de jogo mais vertical ao Barça, também havia comentado sobre o ocorrido contra o Rayo Vallecano. Para isto, citou até exemplos de trabalhos anteriores, como no Newell’s Old Boys, da Argentina. - Quando uma equipe alcança a excelência futebolística, sempre se falará desse tipo de questão. Mais ainda quando o treinador não é da casa ou holandês. Para o Barcelona, sempre é muito importante a posse, e para o Newell's também era. Mas é preciso ver as característcas dos rivais, os antecedentes. No ano passado, o Barça teve média de posse de bola de 66%, e agora temos 65,8%. Não creio que a chave está nesse 0,2% - discursou.  
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