Presidente do Barcelona nega ‘crise da posse de bola’
Quando Gerardo Martino foi contratado como novo treinador do Barcelona, o discurso adotado pela diretoria catalã foi o de promover uma “mudança no estilo de jogo”.
Sandro Rosell citou um exemplo de 50 anos atrás para negar que haja crise no Barcelona
Quando Gerardo Martino foi contratado como novo treinador do Barcelona, o discurso adotado pela diretoria catalã foi o de promover uma “mudança no estilo de jogo”. Pouco mais de um mês depois, o time azul-grená teve menos posse de bola que um adversário pela primeira vez em cinco anos. Como o ‘carrasco’ foi o modesto Rayo Vallecano, atual 16º colocado do Campeonato Espanhol, a imprensa espanhola passou a especular uma crise no clube de Camp Nou, que, apesar disto, é o líder isolado da competição nacional.
Nesta terça-feira, durante a entrega de medalhas para sócios que completaram 50 anos de Barcelona, o presidente blaugrana, Sandro Rosell, pronunciou-se oficialmente pela primeira vez após a ‘derrota’ na posse de bola. O mandatário se mostrou surpreendido com a cogitação de uma crise, citando o exemplo de 1963, um dos piores anos esportivos da história do clube.
- Ali tínhamos uma crise esportiva importante. Acabamos o Campeonato Espanhol em sexto, a 18 pontos do primeiro colocado. Aquilo era uma crise, não esta da posse, que não há quem entenda - afirmou Rosell, com um semblante leve e claramente despreocupado por ter visto sua equipe sair de campo com menos posse de bola que o adversário a última vez que isto havia acontecido foi em 7 de maio de 2008, no clássico contra o Real Madrid que saíram vitoriosos por 4 a 1 e tiveram 55% de controle da bola.
Na última segunda-feira, o técnico Gerardo Martino, responsável por implementar um estilo de jogo mais vertical ao Barça, também havia comentado sobre o ocorrido contra o Rayo Vallecano. Para isto, citou até exemplos de trabalhos anteriores, como no Newell’s Old Boys, da Argentina.
- Quando uma equipe alcança a excelência futebolística, sempre se falará desse tipo de questão. Mais ainda quando o treinador não é da casa ou holandês. Para o Barcelona, sempre é muito importante a posse, e para o Newell's também era. Mas é preciso ver as característcas dos rivais, os antecedentes. No ano passado, o Barça teve média de posse de bola de 66%, e agora temos 65,8%. Não creio que a chave está nesse 0,2% - discursou.
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