O presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, desculpou-se nesta quinta-feira em nome da comunidade internacional por não ter tentado evitar os massacres de Ruanda em 1994.
Em sua primeira visita ao continente africano desde que assumiu o cargo, em 1o. de junho, Wolfowitz conheceu um pequeno museu em um subúrbio da capital de Ruanda, onde se estima que 200 mil pessoas foram mortas no genocídio.
- É muito chocante o que aconteceu aqui.É muito claro que isso poderia ter sido evitado e poderia até mesmo ter sido interrompido enquanto acontecia. "Não podemos fazer muita coisa nesse ponto, mas é importante dizer que sentimos pelo ocorreu - disse Wolfowitz depois de visitar o memorial e colocar flores no local.
O ex-dirigente do Pentágono viaja por quatro países na África, a qual afirmou que será sua prioridade como chefe do Banco Mundial.
Na semana passada, o G8, que reúne os países mais ricos do mundo, fez um acordo para cancelar mais de 40 bilhões de dólares em dívidas de 18 países com o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o banco de Desenvolvimento Africano. Wolfowitz teve atuação importante na construção do acordo.
Ele foi ao memorial acompanhado por um sobrevivente do genocídio que perdeu 74 parentes e examinou fotografias de vítimas que cobrem as paredes do museu.
Extremistas hutus mataram 800 mil tutsis e hutus moderados durante os 100 dias de genocídio em Ruanda, onde a comunidade internacional não interferiu. A matança foi interrompida por rebeldes tutsis sob comando de Paul Kagame, atual presidente do país.