Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Presidente diz que conselho de segurança da Unasul será convocado

Depois de participar da reunião da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que a união é a alternativa para o desenvolvimento dos países da região.(Leia Mais) Para o presidente brasileiro é fundamental que os países da América Latina se entendam politicamente e economicamente para não terminarem o século pobres

Segunda, 31 de Agosto de 2009 às 08:08, por: CdB

Depois de participar da reunião da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que a união é a alternativa para o desenvolvimento dos países da região.

– Ou nos juntamos, deliberamos políticas que sejam complementares e começamos a fazer, entre nós, uma política de ajuda, de solidariedade, e crescermos juntos; ou vamos terminar mais um século pobres, como terminamos o século XX – disse, em seu programa semanal Café com o Presidente.

Segundo Lula é fundamental que os países da América Latina se entendam “politicamente e economicamente”. Ele lembrou que, durante a reunião da Unasul, um dos assuntos tratados foi a instalação de bases militares norte-americanas na Colômbia. Sobre a situação, o presidente cobrou que haja garantia jurídica – que permita a qualquer país ameaçado recorrer a fóruns internacionais.

– Propus que nós reuníssemos o Conselho de Defesa da Unasul para que fazer uma investigação da real situação fronteiriça de todos os países – disse.

De acordo com Lula, foi proposto ainda que o Conselho de Combate ao Narcotráfico da Unasul se reúna.

– É preciso que assumamos a responsabilidade de cuidar do nosso território, da nossa fronteira – afirmou.

O presidente garantiu ter deixado Bariloche – cidade argentina que sediou a reunião da Unasul – “convencido” de que os países deram “um passo a mais depois de muita divergência”. Segundo Lula, não é possível que a América do Sul apresente “ingerência”.

– Chegamos à conclusão de que a gente pode continuar brigando e divergindo, mas temos que construir posições unitárias em torno dessas coisas que são tão caras e delicadas para nós – disse.

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