O presidente de Israel, Moshé Katsav, que está sob investigação por crimes de assédio sexual a uma de suas funcionárias, foi acusado por outra mulher.
A segunda mulher, identificada como "A", foi submetida ao detector de mentiras para comprovar a veracidade de sua acusação e parece ter convencido os investigadores.
A imprensa local já especula se Katsav terá que renunciar, enquanto fontes ligadas à Presidência descartam a possibilidade. O presidente será interrogado pela Polícia dentro de duas semanas.
Segundo o jornal Yedioth Ahronoth, as relações secretas do presidente vieram a público por causa de "ciúmes" entre as funcionárias "A" e "N", cujas discussões em voz alta às vezes eram ouvidas na residência oficial.
Aparentemente, ao meio-dia "A" costumava se fechar com Katsav por uma hora em seu gabinete de trabalho, mas não era a única. "N" fazia o mesmo quando "A" não ia trabalhar por causa dos estudos, indica o jornal.
A relação do presidente com "A" já durava quase dois anos. Em novembro de 2005, ao voltar de uma longa viagem a Nova York, "A" pediu US$ 500 mil a Katsav e um emprego, mas o presidente deixou o caso nas mãos de seu assessor legal.
Até o momento a Polícia já interrogou 20 testemunhas.
- Trata-se de uma investigação complicada e sensível, de aspectos que parecem os tentáculos de um polvo - disse um oficial.
- O presidente não deu sua versão à Polícia - disseram fontes da residência oficial, que acrescentaram que "a imprensa o responsabiliza antes de ser julgado, e antes ainda da investigação".