A presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, deputada Liliam Sá (PR-RJ), defendeu há pouco a aprovação da proposta do governo em tramitação na Câmara que proíbe castigos corporais ou tratamentos que humilhem crianças e adolescentes (PL 7672/10).
“O projeto causa polêmica, já que muitos dizem que o Estado não deve interferir na educação intrafamiliar das crianças. Contudo, é preciso que criemos uma cultura de paz em nossos lares. O que educa não é a palmada, mas o amor que os pais têm em relação a seus filhos”, argumentou.
A defesa foi feita durante o Seminário sobre Experiências de Legislação Contra Castigos Corporais de Crianças e Adolescentes, que ocorreu durante todo o dia no auditório Nereu Ramos e terminou há pouco.
A deputada lembrou que a Suécia possui uma lei que proíbe castigos físicos contra crianças há mais de 30 anos. “As mudanças provocadas pela lei são claras. Hoje, somente 1,5% das crianças apanham dos pais [na Suécia]. Esse cenário ainda está longe de ocorrer no Brasil”, disse.
Segundo Liliam Sá, o Unicef estima que cerca de 18 mil crianças são vítimas de violência doméstica por dia no Brasil. “A violência física gera problemas psicológicos que podem comprometer permanentemente o futuro de nossas crianças”, afirmou a deputada.
Tempo real:15:59 - ONU aponta que 80% das crianças sofrem violência física ou psicológica13:16 - Projeto contra castigo físico não é direcionado para pais, diz deputada12:19 - Lei contra castigos corporais consolida a democracia, diz OEA11:25 - Xuxa pede que violência contra a criança seja denunciada11:19 - ONU apoia projeto que proíbe palmadas em crianças10:56 - Câmara instalará comissão para discutir proibição de castigos físicos10:45 - Castigos corporais em crianças violam direitos humanos, diz rainha10:25 - Rainha da Suécia chega à Câmara para participar de seminárioReportagem - Carolina PompeuEdição - Daniella Cronemberger