Por De León Comunicações 16/06/2011 às 10:27
Na 100ª Conferência Internacional do Trabalho, Francisco Antonio Feijó afirma que trabalhadores universitários devem colaborar para reverter este cenário
O presidente da União Mundial das Profissões Liberais - UMPL, Francisco Antonio Feijó, participou da 100ª edição da Conferência Internacional do Trabalho, realizada pela Organização Internacional do Trabalho ? OIT, em Genebra, na Suíça. No evento, que teve início no último dia 1º e segue até a próxima sexta-feira, dia 17, o tema central é ?Construindo o futuro com trabalho decente?.
Em seu discurso, Feijó comentou que o tema do evento é abrangente por envolver questões históricas relacionadas ao mundo do trabalho. ?No início, o trabalho foi visto pela humanidade como uma espécie de castigo, devido à condenação bíblica de que, em consequência da desobediência humana a uma ordem divina, o homem teria que ganhar o pão com o suor do seu rosto?, afirmou, pontuando que esse ponto de vista evoluiu e o trabalho passou a ser encarado como uma forma de inserção e ascensão social. ?Por meio de seu labor, o homem cresce e se desenvolve, social e culturamente. O emprego é a ponte entre o crescimento econômico, a erradicação da pobreza e as oportunidades de desenvolvimento humano?.
Segundo Feijó, a redução sustentável da pobreza só é possível com o crescimento econômico, que deve acontecer por meio do trabalho decente. ?Trabalhadores na ativa geram riquezas para o país, e uma atividade adequadamente remunerada, exercida em condições de liberdade, equidade e segurança, capaz de garantir uma vida digna, é sinônimo de trabalho digno... A União Mundial das Profissões Liberais, com seus filiados nos mais diversos países, inclusive em alguns em que ainda existe a exploração do trabalho da mulher e do menor, junta-se à luta da Organização Internacional do Trabalho pelo trabalho decente, pela eliminação de toda e qualquer forma de trabalho infantil e pelo reconhecimento integral da mulher no mercado profissional?.
Por fim, Feijó ressaltou que os trabalhadores universitários devem colaborar para que o trabalho escravo e a exploração da mulher e do menor sejam eliminados, ?para que possamos trabalhar com decência e criar nossos filhos tendo um mundo melhor no dia de amanhã. A OIT pode contar com o apoio da UMPL?, finalizou.
Trabalhador doméstico
Até o fim desta semana, será aprovada, na 100ª Conferência Internacional do Trabalho, uma convenção específica sobre o trabalhador doméstico, condenando as condições degradantes em na maioria das vezes esse serviço é prestado. Atualmente, cerca de 7,2 milhões de pessoas atuam como trabalhadores domésticos, predominantemente do sexo feminino. Desse número, apenas 29% tem carteira assinada e os direitos garantidos.
?Sem dúvidas, essa Convenção representará um importante passo para os empregados domésticos, uma das categorias profissionais mais negligenciadas no mundo do trabalho?, afirmou o presidente da União Mundial das Profissões Liberais ? UMPL, Francisco Antonio Feijó.
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