Presidente da Ucrânia espera cessar-fogo e plano de paz
O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, disse que vai ordenar nesta sexta-feira um cessar-fogo para as forças ucranianas que enfrentam separatistas pró-Rússia, abrindo caminho para a implementação de um "plano de paz etapa por etapa" para o país.
Poroshenko disse nesta quinta-feira que o cessar-fogo depende da realização de um encontro programado para ocorrer em Minsk Secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, fala com jornalistas em Newport, no País de Gales
O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, disse que vai ordenar nesta sexta-feira um cessar-fogo para as forças ucranianas que enfrentam separatistas pró-Rússia, abrindo caminho para a implementação de um "plano de paz etapa por etapa" para o país.
Em Newport, onde a Otan realizou uma reunião de cúpula, Poroshenko disse nesta quinta-feira que o cessar-fogo depende da realização de um encontro programado para ocorrer em Minsk, na sexta-feira, entre representantes da Ucrânia, da Rússia e da Organização para Segurança e Cooperação da Europa (OSCE).
- Às 14h no horário local (8h no horário de Brasília), desde que a reunião (em Minsk) aconteça, vou pedir ao Estado-Maior que implemente um cessar-fogo bilateral, e esperamos que a implementação do plano de paz comece nesta sexta - disse Poroshenko.
Líder rebelde ucraniano
Um importante líder rebelde pró-Rússia envolvido nas negociações com Kiev disse nesta quinta-feira que se as forças ucranianas acatarem um cessar-fogo no leste da Ucrânia, as forças rebeldes também o fariam, noticiou a agência de notícias russa Interfax.
- Se houver um real cessar-fogo da parte deles, então pode ser que nós também iremos adotar um cessar-fogo - disse à agência Andrei Purgin, um líder da autoproclamada República Popular de Donetsk, que dever abri negociações preliminares com Kiev na sexta-feira, em Minsk, capital de Belarus. "Vamos ver como eles observam o cessar-fogo", acrescentou.
Rússia
A Rússia acusou os Estados Unidos nesta quinta-feira de apoiarem o que Moscou descreveu como "partido da guerra" em Kiev, e disse que está esperando a resposta da liderança da Ucrânia e de rebeldes no leste do país ao plano de cessar-fogo apresentado pelo Kremlin.
- O aumento na retórica anti-Rússia que temos visto exatamente quando há um esforço muito ativo para se buscar uma solução política mostra que o partido da guerra em Kiev tem apoio externo ativo, neste caso, dos Estados Unidos - disse o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, em entrevista coletiva.
Em contraste, disse ele, a Rússia está "fazendo e fará" tudo que estiver a seu alcance em busca da paz no leste da Ucrânia.
Otan
A principal autoridade da Otan acusou a Rússia, nesta quinta-feira, de atacar a Ucrânia, enquanto os líderes dos países membros da aliança se reuniram numa cúpula com o objetivo de reforçar o apoio ao governo ucraniano e fortalecer as defesas contra a Rússia, que agora veem como hostil pela primeira vez desde o fim da Guerra Fria.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e seus 27 aliados reunidos em um clube de golfe no País de Gales, na Grã-Bretanha, também vão discutir como lidar com o Estado Islâmico -que ocupa partes do Iraque e da Síria e emergiu como uma nova ameaça ao flanco sul da aliança- e como estabilizar o Afeganistão quando forças da Otan deixarem o país no final do ano.
- Estamos diante de uma mudança dramática no âmbito da segurança - disse o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, a jornalistas na chegada à cúpula. "A leste, a Rússia está atacando a Ucrânia."
Sua declaração elevou a retórica ocidental contra Moscou e definiu o tom para a cúpula de dois dias, marcada pelo retorno do confronto Leste-Oeste 25 anos após a queda do Muro de Berlim.
Rasmussen disse ainda que os aliados da Otan vão analisar seriamente qualquer pedido do Iraque de ajuda para enfrentar a crescente insurgência de militantes sunitas.
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