Rio de Janeiro, 08 de Fevereiro de 2026

Presidente da TAM diz que não teve acesso à caixa-preta

O presidente da TAM, Marco Antonio Bologna disse, na quinta-feira, durante depoimento à CPI do Apagão Aéreo na Câmara dos Deputados, que só vai tomar conhecimento dos dados das caixas-pretas quando a empresa se integrar a equipe que analisa os dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). (Leia Mais)

Quinta, 02 de Agosto de 2007 às 12:06, por: CdB

O presidente da TAM, Marco Antonio Bologna disse, na quinta-feira, durante depoimento à CPI do Apagão Aéreo na Câmara dos Deputados, que só vai tomar conhecimento dos dados das caixas-pretas quando a empresa se integrar a equipe que analisa os dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Questionado sobre a posição incorreta dos manetes do Airbus, Bologna afirmou que ainda é prematuro fazer análises sobre as causas do acidente, completando que só soube deles pela imprensa.

- Todos os fatores farão parte do conjunto de investigações. Seria prematura qualquer tipo de conclusão - reafirmou.

O executivo refutou a divulgação de que a TAM tivesse determinado que seus pilotos passagem a não usar o reversor do avião pinado.

- A probabilidade de pinagem é baixa, não é corriqueira. Nesse momento, não tem nenhum reversor nessa característica. Caso se tenha um caso, a política da TAM é de que a gente consulte o fabricante e tome a decisão correta até o final do processo de investigação - comentou.

Segundo o presidente da TAM, a pinagem (o travamento) do reversor, é para evitar um problema maior, como a abertura no ar.

- Não é o reverso pinado que teria causado o acidente - explicou Bologna. Para ele, o fator não é uma causa preponderante do acidente – que deixou 199 mortos, no dia 17 de julho.

Na opinião do executivo, ainda é cedo para determinar todas as causas do acidente – o maior da história da aviação brasileira e da América Latina e um 30 maiores do mundo nos últimos cinco anos. Mas, ele ponderou fatores que poderiam ter reduzido os danos do acidente, um deles seria a existência de uma área de escape em Congonhas.

- A pista de Congonhas é pequena. Havendo uma área de escape maior (na pista), é sempre um atenuante - afirmou.

Bologna também foi questionado sobre por que a aeronave não desacelerou. O executivo afirmou que é prematuro e imprudente fazer qualquer afirmação.

- Estamos debaixo de uma investigação. O avião não desacelerou, isso nós sabemos. Os fatores contribuintes serão apurados durante a investigação. Qualquer tipo de inferência seria prematuro. As investigações vão identificar as causas do acidente - disse.

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