Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Presidente da Síria reafirma disposição a um diálogo nacional

A Síria decidiu lutar contra o terrorismo e estabelecer um diálogo nacional, e não pode estar em aliança com nações que apoiam o terrorismo, afirmou o presidente Bashar al-Assad em uma entrevista divulgada, nesta terça-feira, pela imprensa internacional.

Terça, 10 de Fevereiro de 2015 às 12:46, por: CdB
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O presidente sírio rechaçou as acusações contra seu governo em relação a supostas violações de direitos humanos contra a população civil
 

- A Síria decidiu lutar contra o terrorismo e estabelecer um diálogo nacional, e não pode estar em aliança com nações que apoiam o terrorismo - afirmou o presidente Bashar al-Assad em uma entrevista divulgada, nesta terça-feira, pela imprensa internacional. Al-Assad sublinhou que a maioria dos países que integram a coalizão que lidera os Estados Unidos apoiam o terrorismo e o importante para Síria é manter sua independência.

"Não nos converteremos em um fantoche que trabalha contra nossos próprios interesses", declarou o presidente sírio à agência britânica de notícias BBC. O líder sírio acrescentou que a fonte ideológica da organização terrorista Estado Islâmico (EI) e de outros grupos vinculados com a Al-Qaeda é o wahabismo, que conta com o respaldo da família real saudita. Insistiu que desde o começo da crise em seu país se tomou a decisão de lutar contra o terrorismo e de levar a cabo um diálogo a nível nacional. - Qualquer guerra é má e em cada uma delas caem vítimas civis, o governo tomou a decisão de lutar contra o terrorismo para defender os civis - afirmou Al-Assad. O presidente sírio rechaçou as acusações contra seu governo em relação a supostas violações de direitos humanos contra a população civil, levantadas pelas potências ocidentais lideradas pelos Estados Unidos. - Se fôssemos os que matam nosso povo como alega o Ocidente, não teríamos permanecido firmes durante todo este período de quatro anos, e é impossível que o governo, o exército e as instituições do Estado permaneçam sem o apoio popular - esclareceu o presidente. "Quando se goza de apoio popular isto significa que se defende o povo". Ele criticou também a persistência dos países ocidentais que tentam se apresentar como uma oposição moderada a grupos armados que compartilham as raízes terroristas do autoproclamado grupo Estado Islâmico e a Frente Al-Nusra. Al-Assad refutou energicamente as recentes acusações feitas pela organização Human Rights Watch de que as forças do exército sírio atacam brutal e deliberadamente às zonas controladas pela oposição armada, utilizando armas que não discriminam entre combatentes e civis. - Estas histórias são tolas e o Ocidente segue repetindo-as - enfatizou o presidente sírio.
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