A Polônia terá mais facilidade em combater a corrupção depois de se unir à União Européia neste sábado, afirmou o presidente do país, Aleksander Kwasniewski.
A Polônia, o maior dos dez países que passam a fazer parte da UE neste fim-de-semana, tem enfrentado uma série de escândalos de corrupção que fizeram soar um alarme vermelho em Bruxelas sobre a importância da transparência na administração pública.
- Não devemos ser ingênuos em pensar que, assim que entrarmos na União Européia, deixaremos de ter problemas com esse tipo de fenômeno, mas sem dúvida tudo o que fizermos terá de ser mais transparente - afirmou Kwasniewski ao canal de televisão TVN24.
- Estamos, conscientemente, abrindo mão de parte de nossa soberania, mas temos que nos lembrar que os padrões da UE nos livrarão de um tipo de soberania que não está ajudando --liberdade para fazer as coisas malfeitas e baixos padrões de atuação.
O primeiro-ministro polonês Leszek Miller deixará o cargo no domingo depois que escândalos afetaram sua Aliança Democrática de Esquerda, tornando-o o líder menos popular do país desde o colapso do comunismo. O ex-ministro das Finanças Marek Belka deverá ser nomeado para substituir Miller.