O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, condenou nesta quarta-feira, as ações de violência praticadas contra o Congresso Nacional e fez um apelo para que o grupo que provocou o tumulto não repita o comportamento na próxima manifestação contra a reforma da Previdência, marcada para o dia 19 de agosto.
- Eu quero recomendar que esse senhores e senhoras, por favor, não atrapalhem as próximas manifestações. No próximo dia 19 teremos manifestação organizada pela CUT, exatamente entre a votação do segundo turno e a ida para o Senado, e esperamos não voltar a ter esse tipo de comportamento para manchar uma festa democrática, que é a participação legítima de trabalhadores e trabalhadoras numa manifestação - afirmou Marinho.
Ele disse que a CUT não pode impedir a participação de nenhum setor da sociedade em manifestações, mas reiterou a recomendação para que ninguém repita o comportamento de hoje. "Ao invés de ajudar, atrapalha", resumiu.
De acordo com Marinho, a manifestação, como um todo, foi pacífica, e foi necessária para que os servidores pudessem demonstrar seu descontentamento com as mudanças no sistema previdenciário.
Luiz Marinho voltou a criticar o texto do relator, deputado José Pimentel (PT-CE), e disse que a CUT vai continuar pressionado os parlamentares para que modifiquem a reforma durante a votação dos destaques.
Além disso, os sindicalistas também pretendem iniciar as cobranças sobre os senadores - que vão votar a reforma depois de aprovada na Câmara.
- A reforma não terminou. Há votação dos destaques, e depois vamos para o Senado. A direção do Senado disse que não vai permitir que os governadores legislem no Senado, e é exatamente isso que nós vamos querer discutir com os senadores - adiantou.
A principal reivindicação da CUT é a retirada do redutor de 5% sobre o benefício dos servidores que se aposentarem antes da idade mínima.
Presidente da CUT condena violência no Congresso
Quarta, 06 de Agosto de 2003 às 18:45, por: CdB