Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Presidente da Cisac afirma que pirataria é mais rentável que tráfico de maconha

Segunda, 05 de Julho de 2004 às 23:29, por: CdB

A pirataria de música é mais rentável que a venda de maconha, afirmou na última segunda-feira o presidente da Confederação Internacional de Sociedades de Autores e Compositores (Cisac), o espanhol Eduardo Bautista.

O dirigente baseou sua afirmação num estudo da polícia espanhola que compara estes dois crimes.

Durante a abertura da reunião deste organismo internacional, que vai até a próxima quarta-feira na capital mexicana, Bautista disse que 'na Espanha foi encontrada uma ligação entre o terrorismo islâmico e as redes de pirataria'.

Afirmou que parte do problema da pirataria está no fato de que 'a população não sabe o dano causado à indústria musical' no ato de compra de uma cópia pirateada a um preço menor ao de mercado.

- A pirataria digital é a mostra de que o sistema de valores na sociedade contemporânea está falindo. As pessoas que compram estes produtos não têm idéia do dano que isso causa ao patrimônio cultural - explicou Bautista.

Representantes das sociedades de autores de música e escritores de países como Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Espanha, Equador, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, República Dominicana, Uruguai, Venezuela e México se reúnem neste evento para buscar soluções a este problema de dimensões mundiais.

Na reunião, participam como observadores representantes de Colômbia, EUA, França, Suíça e Reino Unido.

Nesta reunião, o objetivo da Cisac é encontrar um melhor desenvolvimento para a proteção do direito autoral. As análises que se realizarão nesta reunião serão apresentadas no próximo congresso da entidade, que se realizará em outubro na Coréia do Sul.

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