O presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Dennis Hastert, depôs nesta terça-feira a portas fechadas a respeito do escândalo sexual envolvendo um parlamentar do partido Republicano, o qual faz parte. Hastert deve passar algumas horas depondo a uma comissão de ética parlamentar, interessada em descobrir o que ele sabia, o que fez e quando a respeito do comportamento do deputado Mark Foley com estagiários adolescentes.
Foley renunciou ao mandato no mês passado depois da revelação de que ele havia enviado mensagens de conteúdo sexual a adolescentes que trabalham como estagiários no Congresso.
Há três semanas uma subcomissão de ética vem ouvindo funcionários do Congresso e políticos, a maioria dos quais deputados republicanos. O caso pode prejudicar o partido nas eleições parlamentares de 7 de novembro.
Com apoio do presidente George W. Bush, Hastert rejeitou os apelos para que renunciasse à presidência da Câmara. Ele se apresentou à subcomissão (formada por dois republicanos e dois democratas) logo depois da participação do deputado Tom Reynolds, presidente do comitê republicano de campanha, que enfrenta uma reeleição surpreendentemente difícil em Nova York.
Reynolds e Hastert já deram declarações contraditórias sobre o que saibam a respeito de Foley. Reynolds disse ter alertado Hastert sobre o assunto há alguns meses, citando emails excessivamente amistosos do então deputado a um ex-estagiário. Mas Hastert diz não se lembrar dessa conversa, ou daquela que o líder republicano na Câmara, John Boehner, garante ter tido com o presidente da Câmara neste ano. Hastert disse que só soube dos emails sexuais quando eles foram revelados pela ABC News, em 29 de setembro.
Hastert determinou que seu gabinete revisasse a correspondência e descobriu que seus assessores foram alertados sobre o email de Foley a um ex-estagiário no ano passado. O email era considerado "excessivamente amistoso".
O gabinete de Hastert disse ter notificado um funcionário do Congresso, que entrou em contato com o parlamentar republicano que supervisiona o programa de estágios. Foley teria sido orientado a abandonar os contatos com o garoto.
Reynolds não quis falar sobre seu depoimento, mas leu nota em que diz: "Foi com alegria que voluntariamente fiz minha parte em assistir ao inquérito e responder a qualquer pergunta que tivessem. Uma plena e justa investigação dos fatos é vital para garantir a preservação da integridade desta instituição."
Presidente da Câmara dos EUA depõe em caso de escândalo sexual
Terça, 24 de Outubro de 2006 às 15:36, por: CdB