Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Presidente da Câmara diz que vai instalar nova CPI da Petrobras

Deputados de oposição protocolaram pedido para criação de uma nova CPI para investigar irregularidades na Petrobras.

Quarta, 04 de Fevereiro de 2015 às 08:39, por: CdB
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A Petrobras está no epicentro da Operação Lava Jato, da Polícia Federal
Deputados de oposição protocolaram pedido para criação de uma nova CPI para investigar irregularidades na Petrobras, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse na noite de terça-feira que vai instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito. - Vou cumprir o regimento. As cinco primeiras CPIs serão instaladas. Não há o que fazer, e isto é regimental - afirmou Cunha, segundo a Agência Câmara Notícias, após o pedido apresentado pela oposição. De acordo com o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), o pedido protocolado pela oposição foi o terceiro apresentado na nova legislatura, que começou no último domingo. - Com essa CPI nós vamos ter condições de apresentar o nome daqueles que se envolveram, dos agentes públicos, sejam eles ministros ou técnicos da Petrobras, e também os agentes políticos: deputados e senadores que eventualmente tenham se envolvido nesse assalto à Petrobras - disse o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), de acordo com nota do partido. A Petrobras está no epicentro da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga um escândalo bilionário de corrupção que envolve ex-empregados da companhia, executivos de empreiteiras e políticos. Na segunda-feira, uma fonte do governo disse à Reuters que a presidente Dilma Rousseff aceitou o pedido de demissão da presidente da estatal, Maria das Graças Foster. A eventual saída de Graça do comando da petroleira repercutiu no mercado. As ações preferenciais da companhia fecharam em alta de 15,47%, para 10 reais, na máxima da sessão. O Ibovespa, que reúne os principais papéis do mercado acionário do país, teve alta de 2,76%. Queda de Graça Foster Na terça-feira, o jornal Folha de S. Paulo, revelou que a presidente Dilma Rousseff decidiu pela substituição de Graça Foster da presidência da Petrobras. Dilma, que sempre defendeu a executiva, desde o início das investigações sobre o esquema de corrupção envolvendo a empresa, finalmente cedeu. Governo nega a informação. Um dos fatos decisivos foi a divulgação, na semana passada, da cifra de R$ 88 bilhões como sendo de ativos supervalorizados. O número foi divulgado pela imprensa como sendo o valor desviado por meio de crimes investigados na Operação Lava Jato. As ações da estatal já subiam 5% com a possibilidade de saída de Graça. Reportagens da Folha de S. Paulo informaram nesta terça-feira que o ex-presidente Lula pediria a Dilma para que tirasse Graça da Petrobras e que a presidente já estaria sondando novos nomes. Um dos nomes mais contatos para substituí-la é o do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, que tende a ser bem recebido pelo mercado.
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