O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Gabriel Wedy, defendeu há pouco a federalização dos crimes contra os direitos humanos. “Com a federalização temos condições de acabar com a impunidade ou diminuir a um índice muito próximo de zero; a Justiça federal está preparada para isso”, garantiu.
O juiz lembrou que foram registradas 219 mortes no Pará, nos últimos dez anos, mas que geraram apenas quatro processos. “Isso é um absurdo”, sustentou.
Wedy ressaltou ainda que a violência no meio rural não é um problema apenas do Pará. Ele lembrou que em Rondônia houve 71 mortes nos últimos anos, e no Mato Grosso, 50. “A impunidade é superior a 90% em todos os casos”, reafirmou. O juiz federal argumentou ainda que quem recebe as sanções internacionais por esse tipo de crime é a União, “então nada mais justo que sua federalização”.
Também participam da audiência:
- o ouvidor Agrário Nacional, Gercino Silva;
- o secretário de Segurança, Defesa e Cidadania de Rondônia, Marcelo Nascimento Bessa;
- o presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Dom Landislau Biernaski; e
- o representante do Movimento Camponês Corumbiara, Francisco Batista da Silva.
Organizada pelas comissões de Constituição Justiça e de Cidadania e de Direitos Humanos e Minorias, a audiência ocorre no Plenário 1.
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Reportagem – Maria NevesEdição – Regina Céli Assumpção