Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Saneamento básico é mais precário no Norte e Nordeste

O presidente da Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais (Aesb), Walder Suriane, disse nesta segunda-feira que os serviços de saneamento básico são mais precários nos Estados do Norte e Nordeste porque a população tem menor capacidade de pagamento.

Segunda, 06 de Junho de 2011 às 06:40, por: CdB
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O presidente da Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais (Aesb), Walder Suriane, disse nesta segunda-feira que os serviços de saneamento  básico são mais precários nos Estados do Norte e Nordeste porque a população tem menor capacidade de pagamento. – Isso se reflete na qualidade da prestação de serviço –, acrescentou. Para discutir os problemas enfrentados pelo setor, a Aesb promove nesta terça e quarta-feira , no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, o seminário A Sustentabilidade da Gestão do Saneamento.    Em entrevista  ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, Suriane afirmou que, nos Estados e municípios com maior poder econômico, geralmente o serviço de saneamento é melhor. –  Exemplo disso é Brasília que se encontra em uma situação privilegiada, pois 99% da população têm abastecimento de água, e a cobertura da rede de saneamento básico é 93% –, completou.  De acordo com  o presidente da Aesb, o que impede maiores investimentos por parte das companhias  na prestação de serviço e qualidade na gestão de saneamento é a alta carga tributária que recai sobre as empresas. – De 2003 a 2010, a carga tributária praticamente dobrou, com a alteração do PIS/Cofins. O governo arrecada das companhias, atualmente, cerca de R$ 2 bilhões por ano. O valor é significativo e poderia ser investido na qualidade do serviço –,  explicou. Para Suriane, houve descontinuidade de investimentos no setor, que devem ser feitos a longo prazo. Para isso, é necessária a aplicação de recursos que já existem. – Os R$ 2 bilhões arrecadados anualmente são maiores que o valor orçamentário que o governo federal investe na prestação de serviço –, afirmou. Outra explicação para a diferença da prestação de serviços de saneamento entre os estados é o valor baixo das tarifas cobradas pelas companhias em determinados locais, o que inibe investimentos em qualidade. Walder Suriane defendeu a melhoria de gestão de saneamento que inclui eficiência energética, redução de perda de água e qualidade na prestação de serviço, de modo a beneficiar toda a sociedade.
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