Rio de Janeiro, 26 de Janeiro de 2026

Presidente colombiano diz que cessar-fogo continua em vigor

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, reconheceu a vitória do não no plebiscito sobre o acordo de paz assinado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia

Segunda, 03 de Outubro de 2016 às 11:05, por: CdB

Juan Manuel Santos reconhece vitória do não em plebiscito sobre acordo com as Farc e anuncia reunião para determinar próximos passos. Líder da guerrilha lamenta resultado, mas reforça compromisso com a paz

Por Redação, com DW - de Bogotá:

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, reconheceu a vitória do não no plebiscito sobre o acordo de paz assinado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ressaltou que o cessar-fogo continua em vigor.

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O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, reconheceu a vitória do não no plebiscito sobre o acordo de paz

– Como chefe de Estado devo garantir a estabilidade da nação, e esta decisão democrática não pode afetar essa estabilidade – disse Santos, num pronunciamento televisivo, após o resultado da consulta popular.

O presidente afirmou que continuará buscando a paz e ressaltou que o cessar-fogo "bilateral e definitivo", que teve início em 29 de agosto, continua em vigor. Santos anunciou ainda que se reunirá com lideranças que apoiaram o não para determinar os próximos passos.

Negociadores do governo foram enviados a Havana para manter as lideranças das Farc informadas sobre os resultados do diálogo. "Não vou me render", disse Santos, reiterando que buscará a paz até o último minuto.

 Farc lamentam resultado

O número um das Farc, Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como Timochenko, lamentou o resultado do plebiscito e assegurou que a guerrilha manterá seu compromisso com a paz.

– As Farc lamentam profundamente que o poder destrutivo daqueles que semeiam o ódio e o rancor tenha influenciado a opinião dos colombianos – disse Echeverri. Ele salientou que a guerrilha, apesar do resultado, continua buscando a paz.

Numa disputa acirrada, os colombianos rejeitaram neste domingo o acordo de paz assinado entre o governo e as Farc. Cerca de 13 milhões dos 34 milhões de eleitores foram às urnas para a consulta popular. Do total, 50,22% votaram contra o acordo de paz e 49,77% a favor do documento.

Desta maneira, foi dada a última palavra sobre o acordo histórico que colocaria fim ao conflito armado. Com a vitória do não, o governo fica impedido de pôr em prática as medidas previstas no documento.

Alcançado em agosto em Havana, após quatro anos de negociações, o acordo foi assinado pelo governo e pelas Farc na segunda-feira.  A cerimônia reuniu líderes mundiais como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon; o secretário de Estado americano, John Kerry; além dos presidentes de Cuba, Raúl Castro, do Equador, Rafael Correa, e do Panamá, Juan Carlos Varela; e do rei Juan Carlos da Espanha.

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