Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Presidente chinês deixa G8 após novos protestos no país

Policiais antimotim tentaram dispersar um grupo de quase 1.000 chineses da etnia Han na capital da província de Xinjiang, nesta quarta-feira, após a morte de 156 pessoas durante o fim de semana nos piores conflitos étnicos no país em décadas.(Leia Mais)

Quarta, 08 de Julho de 2009 às 05:16, por: CdB

Policiais antimotim tentaram dispersar um grupo de quase 1.000 chineses da etnia Han na capital da província de Xinjiang, nesta quarta-feira, após a morte de 156 pessoas durante o fim de semana nos piores conflitos étnicos no país em décadas.

O presidente chinês, Hu Jintao, abandonou os planos de participar da cúpula do G8 na Itália e decidiu voltar ao país para monitorar os acontecimentos na região, que é rica em recursos energéticos e onde 1.080 pessoas ficaram feridas e 1.434 foram presas desde domingo.

A cidade de Urumqi, capital da província no noroeste chinês, impôs um toque de recolher noturno após milhares de chinesas Han terem tomado as ruas para protestar e pedir vingança contra a etnia uigur pela violência de domingo.

Houve alguns desentendimentos entre a multidão nesta quarta-feira, o que levou a polícia a deter possíveis líderes dos protestos.

Os mercados financeiros mais uma vez mostraram indiferença e a vida aparentemente voltava ao normal nos bairros uigures de Urumqi. Mas moradores da região disseram que continuaram a haver prisões durante a noite e que estão se preparando silenciosamente para futuros ataques dos Han.

O aeroporto de Urumqi ficou lotado de pessoas ansiosas para partir.

– Sentimos que Xinjiang não é mais um lugar seguro – disse um passageiro que recusou-se a se identificar.

De acordo com a polícia, os conflitos de domingo foram causados por um desentendimento entre uigures e hans numa fábrica do sul da China, após rumores de que uigures teriam estuprado duas mulheres. A polícia prendeu 15 pessoas envolvidas nas acusações da fábrica, incluindo dois suspeitos de espalhar os rumores na Internet.

O governo culpou exilados uigures que desejam a independência de sua região pelos conflitos de domingo. A principal acusada é Rebiya Kadeer, uma empresária e ativista que vive exilada nos Estados Unidos.

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