Na volta da viagem em que se encontrou com os principais líderes dos países ricos e pobres e marcou mais um capítulo no seu novo papel internacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou para conferir, em casa, seu prestígio junto aos antigos aliados. Lula esteve em São Paulo nesta terça e quarta-feira para participar do 8º Congresso Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Um terço dos filiados da central trabalha no serviço público, justamente o setor mais descontente com o projeto de reforma na Previdência em votação no Congresso. - O presidente tem uma história umbilical com a CUT porque ela é poderosa, faz parte do pacto produtivo que o elegeu e ainda faz parte da história de vida dele e quer poder entrar para a história dizendo que cumpriu as mudanças a que se propôs", diz o cientista político Fernando Abrucio, da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV. Ele lembra que a CUT, assim como a Fiesp, faz parte do pacto produtivo de trabalhadores e empresários que ajudou a eleger Lula, acreditando que ele faria a economia do país crescer.